Kallas, da UE, rejeita apelo de exército europeu único em meio a tensões na Otan e com Trump
Chefe de política externa da União Europeia alerta para riscos de um exército europeu, em meio a incertezas sobre o papel dos EUA na Otan.
Kaja Kallas, chefe de política externa da União Europeia (UE), descartou a criação de um exército europeu unificado, classificando a proposta como "extremamente perigosa". O posicionamento foi feito nesta segunda-feira, em meio a debates sobre como o bloco pode fortalecer sua segurança diante de sinais dos Estados Unidos de que suas prioridades internacionais podem mudar.
A discussão sobre a formação de um exército europeu voltou à tona devido a tensões internas na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e às recentes ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de anexar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca e aliado da Otan.
"Aqueles que defendem a necessidade de um exército europeu talvez não tenham considerado a questão de forma prática. Se já fazemos parte da Otan, não é possível criar uma força militar separada", argumentou Kallas. Ela acrescentou: "Se existir um exército europeu e outro da Otan, a responsabilidade pode acabar sendo perdida entre as partes".
Fonte: Associated Press*
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.