REPERCUSSÃO NACIONAL

Pai de adolescente suspeito no caso do cão Orelha defende investigação e responsabilização

Família pede apuração rigorosa e advogado reforça que punição deve ser proporcional à participação de cada envolvido

Publicado em 02/02/2026 às 10:50
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A comoção em torno do caso do cão Orelha, vítima de agressões em Santa Catarina, gerou protestos em diversas cidades do País neste fim de semana. Manifestantes exigiram a responsabilização de pelo menos quatro adolescentes suspeitos de atacar o animal com intenção de matá-lo.

No domingo (1º), o pai de um dos jovens suspeitos se pronunciou em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo. Sem ter a identidade divulgada, ele afirmou que a família aguarda o desfecho das investigações. "A educação que eu e minha esposa damos para ele não foi de passar a mão na cabeça dele. Se ele fez alguma coisa e ficar provado, ele tem que responder", declarou.

O pai ressaltou, contudo, a necessidade de comprovação dos fatos: "Mas tem que ser provado, porque até agora só foram acusações, acusações, acusações e não tem nada, não apresentaram absolutamente nada", completou.

Ele acrescentou que a família espera uma apuração justa. "Nós esperamos que os depoimentos sejam colhidos o quanto antes, que a verdade venha à tona e, a partir daí, todos os adolescentes que não têm culpa alguma no caso sejam publicamente inocentados", afirmou.

O advogado Rodrigo Duarte da Silva, que representa duas famílias de adolescentes apontados como envolvidos, também defendeu que a responsabilização deve ocorrer na medida da participação de cada um. "Se eventualmente algum deles tiver alguma parcela de contribuição com maus-tratos ou com algum pequeno delito, que sejam responsabilizados na medida da sua culpabilidade, por óbvio", disse ao programa.

Orelha morreu no início de janeiro, após sofrer agressões na região da cabeça. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, as lesões foram tão graves que o animal precisou ser submetido à eutanásia durante atendimento veterinário, diante da gravidade do quadro clínico.