CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO

Passagem de fronteira de Gaza para Egito é reaberta em etapa crucial para trégua

Movimentação permanece restrita e sem carga; reabertura marca novo avanço em acordo entre Israel e Hamas

Publicado em 02/02/2026 às 12:23
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A passagem de Rafah, entre Gaza e Egito, foi reaberta nesta segunda-feira para um tráfego restrito, representando um passo significativo no processo de cessar-fogo entre Israel e Hamas. Apesar do avanço diplomático, o impacto prático é limitado: apenas um pequeno número de pessoas poderá cruzar a fronteira em cada sentido e não há permissão para o transporte de mercadorias.

De acordo com um funcionário egípcio, cerca de 50 palestinos são esperados em cada direção neste primeiro dia de reabertura. Nas horas iniciais, porém, não foi registrado movimento significativo. Autoridades de saúde de Gaza informam que aproximadamente 20 mil pessoas necessitam de tratamento médico fora do território e aguardam autorização para sair. Além disso, milhares de palestinos que estão fora de Gaza esperam poder retornar.

A reabertura foi confirmada tanto pela mídia estatal egípcia quanto por um representante de segurança israelense. Antes do início do conflito, Rafah era a principal via de entrada e saída da Faixa de Gaza. Conforme os termos da trégua vigente desde outubro, Israel mantém o controle da área entre o posto de passagem e as regiões mais populosas do território.

A violência, no entanto, ainda persiste. Autoridades hospitalares de Gaza relataram que um navio da Marinha israelense teria disparado contra um acampamento de tendas na costa de Khan Younis, resultando na morte de uma criança palestina de 3 anos. Israel declarou que está investigando o incidente.

Cerca de 150 hospitais egípcios estão prontos para receber pacientes evacuados via Rafah, segundo autoridades locais. A Cruz Vermelha Egípcia também instalou áreas de apoio no lado egípcio da fronteira. A triagem dos que entram e saem será realizada por Israel e Egito, com acompanhamento de agentes da União Europeia.

Israel havia resistido à reabertura da passagem, mas o avanço das negociações de cessar-fogo permitiu o acordo. A medida é considerada fundamental na segunda etapa do pacto, que prevê uma nova administração para Gaza, presença internacional de segurança, desarmamento do Hamas e início do processo de reconstrução da região.

Fonte: Associated Press*

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.