MERCADO FINANCEIRO

Bolsas europeias fecham em alta à espera de decisões do BCE e BoE

Índices de Londres e Madri renovam recordes enquanto investidores aguardam decisões de juros e balanços de bancos

Publicado em 02/02/2026 às 14:14
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

As principais bolsas da Europa encerraram esta segunda-feira, 2, em alta, impulsionadas pela expectativa das decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE), ambas previstas para quinta-feira, 5. O mercado também acompanha de perto a divulgação dos resultados trimestrais de grandes bancos europeus e a volatilidade dos metais preciosos. Destaque para Londres e Madri, que renovaram seus recordes históricos.

Em Londres, o FTSE 100 avançou 1,15%, atingindo o recorde de 10.341,56 pontos, após alcançar o patamar inédito de 10.345,48 pontos durante o pregão. Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,31%, a 18.115,20 pontos, após bater o novo recorde de 18.127,70. O índice DAX, em Frankfurt, registrou alta de 1%, fechando em 24.784,92 pontos. Já o CAC 40, em Paris, teve ganho de 0,67%, a 8.181,17 pontos. Em Milão, o FTSE MIB subiu 1,05%, a 46.005,21 pontos, enquanto o PSI 20, de Lisboa, avançou 0,51%, a 8.706,09 pontos. Vale ressaltar que as cotações são preliminares.

Na véspera da decisão do BCE, a S&P Global divulgou que o índice de gerentes de compras (PMI) do setor industrial da zona do euro superou as expectativas em janeiro, embora continue em território de contração. Segundo o ING, a tendência é que o BCE mantenha os juros nos níveis atuais, perspectiva compartilhada pelo TD Securities em relação ao BoE.

Além das decisões dos bancos centrais, os investidores estão atentos à divulgação dos balanços de grandes instituições financeiras europeias ao longo da semana, como Santander (+2,3%), UBS (+2%), BNP Paribas (+1,3%), UniCredit (+2%) e Société Générale (+1,9%). Nesta segunda, o Intesa Sanpaolo anunciou um programa de recompra de ações, apresentou projeções para os próximos anos e encerrou o dia com alta de 0,1%.

Entre os subíndices, o setor bancário liderou os ganhos (+1,8%), seguido pelo segmento de cuidados com a saúde (+1,3%). O índice Stoxx 600 subia 1%, a 617,07 pontos, próximo do fechamento, após atingir a máxima histórica de 617,80 pontos.

Em Londres, a farmacêutica AstraZeneca, segunda maior participação do FTSE 100, teve alta de 3,2%, impulsionada pelo início das negociações das ações da empresa em Nova York e por aprovações regulatórias de medicamentos nos Estados Unidos e outros países.

A Beazley, holding britânica do setor de seguros, registrou a maior valorização percentual do FTSE 100, fechando em alta de 2,8%, após recusar uma proposta de aquisição da Zurich Insurance, alegando subavaliação do valor e das perspectivas da companhia.

Os papéis do setor de mineração encerraram o dia de forma mista, refletindo a volatilidade do ouro e da prata, além da queda no preço do cobre. A Glencore subiu 0,1% em Londres, enquanto a Antofagasta recuou 0,4% e a Fresnillo caiu 0,5%.

Com informações da Dow Jones Newswires