SEGURANÇA PÚBLICA

Polícia Civil impede ataque terrorista no centro do Rio de Janeiro

Operação Break Chain prendeu três suspeitos e desarticulou grupo que planejava atentado com explosivos e coquetéis molotov na capital fluminense

Publicado em 02/02/2026 às 16:14
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro anunciou nesta segunda-feira, 2, que conseguiu frustrar um ataque terrorista que seria realizado no centro da capital, utilizando bombas caseiras e coquetéis molotov. A ação faz parte da Operação Break Chain, que investiga uma quadrilha autointitulada "Geração Z", organizada por meio de redes sociais. Até o momento, três pessoas foram presas.

De acordo com a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), foram cumpridos dezenas de mandados de busca e apreensão em endereços na capital, Região Metropolitana e interior do Estado, todos ligados a investigados suspeitos de planejar manifestações antidemocráticas com uso de artefatos explosivos, nesta segunda-feira.

A investigação começou após a delegacia identificar grupos de mensagens e páginas em redes sociais criados para organizar manifestações antidemocráticas, programadas para ocorrer nesta segunda-feira, às 14h, em diversos Estados do país.

No Rio de Janeiro, o ato estava previsto para acontecer em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no centro da cidade. Ao todo, 17 pessoas são investigadas.

Segundo a polícia, apesar de o grupo se declarar apartidário e anticorrupção, a "Geração Z" incitava e preparava atos de violência e terrorismo, além de estimular ataques contra estruturas de telecomunicações, prédios públicos, autoridades estatais e centros políticos.

A Polícia Civil afirma que o objetivo dos suspeitos era provocar pânico, desordem e caos social. "Os agentes identificaram que os integrantes do grupo compartilhavam conteúdos voltados à radicalização e ao confronto. Também foram encontradas orientações e materiais instrutivos para a fabricação de artefatos incendiários improvisados, como o chamado 'coquetel molotov', além de bombas caseiras com bolas de gude e pregos em seu interior", detalhou a corporação.

Os alvos dos mandados de busca e apreensão respondem por incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário.

Segundo a polícia, "todos são participantes ou administradores de grupos vinculados ao Rio de Janeiro e exerciam papel ativo e relevante, com incentivo direto à prática de atos violentos e direcionamento das ações planejadas, incluindo a escolha de um local sensível do cenário político fluminense para a realização do ataque".