SEGURANÇA PÚBLICA

Polícia identifica suspeitos de planejar ataque a bomba na Avenida Paulista

Ação de inteligência da Polícia Civil frustra possível atentado e identifica 12 suspeitos ligados a rede nacional de incitação à violência

Publicado em 02/02/2026 às 18:53
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação para impedir um possível ataque a bomba que estava sendo planejado para esta segunda-feira, 2, tendo como alvo a Avenida Paulista, um dos principais cartões-postais da capital paulista.

No total, 12 suspeitos, com idades entre 15 e 30 anos, foram identificados e conduzidos para prestar esclarecimentos, de acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP).

Segundo as investigações, integrantes de um grupo virtual planejavam o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov como forma de "manifestação" sem pauta definida, mas com o objetivo de causar pânico e incitar a violência.

Mais cedo, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que também impediu um ataque terrorista previsto para esta segunda-feira, envolvendo bombas caseiras e coquetéis molotov no centro da capital fluminense.

Como revelou o Estadão, a ação no Rio seria uma manifestação antidemocrática em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), resultando na prisão de três suspeitos. A possível ligação entre os casos de São Paulo e Rio está sendo investigada.

Em São Paulo, a operação foi resultado do trabalho de inteligência do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), setor da Polícia Civil responsável por monitorar comportamentos suspeitos nas redes sociais.

"É um trabalho de antecipação, de chegar na frente antes que aconteça", afirmou o secretário da Segurança Pública do Estado, delegado Osvaldo Nico Gonçalves, durante coletiva nesta segunda-feira.

"Não havia pauta definida, mas os investigados buscavam tumultuar, angariando pessoas para promover uma manifestação e um possível atentado", acrescentou o secretário.

Com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), os investigadores identificaram que os suspeitos atuavam a partir da capital, cidades da região metropolitana e do interior do Estado.

Os envolvidos trocavam informações e instruções com outros membros do grupo. Seis deles exerciam funções de liderança e, segundo informações preliminares, ao menos um foi localizado com simulacros de arma de fogo.

Rede de alcance nacional

A SSP informou que as investigações revelaram que o grupo monitorado faz parte de uma rede de alcance nacional, com mais de 7 mil participantes, dedicada à discussão de ações violentas em diferentes regiões do país.

"Apesar da abrangência, foi identificada uma concentração significativa de mobilização nos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro", informou a pasta. Ainda não está claro o grau de conexão com os suspeitos investigados no Rio.

Em São Paulo, a comunidade virtual, que reunia cerca de 600 integrantes, era utilizada como principal espaço para a organização do ataque planejado para a Avenida Paulista. Durante semanas, os participantes compartilharam vídeos e instruções detalhadas sobre a fabricação e o lançamento de artefatos explosivos improvisados.