POLÍCIA CIVIL DO RIO DE JANEIRO

Polícia apreende bombas caseiras e aponta plano de atentado durante manifestação no Rio

Grupo 'Geração Z' teria planejado ataque em frente à Alerj; ação envolveu 17 mandados de busca e apreensão.

Publicado em 02/02/2026 às 19:21
Polícia Civil do Rio apreende bombas caseiras e desarticula plano de atentado em manifestação na Alerj.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu bombas de fabricação caseira com integrantes de um grupo suspeito de planejar atentados durante uma manifestação marcada para as 14h desta segunda-feira (2), em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

A operação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em endereços na capital, região metropolitana e interior do estado. Segundo a polícia, o grupo, autodenominado "Geração Z", possui cerca de 300 integrantes apenas na capital fluminense.

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A investigação começou após a DRCI identificar grupos de mensagens e páginas em redes sociais criados para organizar "manifestações antidemocráticas" previstas para ocorrer em diversos estados do país nesta segunda-feira.

Em São Paulo, 12 pessoas foram presas sob suspeita de planejar um atentado na Avenida Paulista na mesma tarde.

De acordo com a Polícia Civil, a operação foi inicialmente planejada para cumprir medidas cautelares contra quatro suspeitos. Com novas informações de inteligência, outros 13 envolvidos foram identificados nesta manhã, levando à solicitação e concessão de mais mandados de busca e apreensão pela Justiça.

Durante a ação, a polícia apreendeu coquetéis molotov de fabricação caseira, além de bandeiras e panfletos sem alvos específicos. Segundo o delegado Luiz Lima, titular da DRCI, o material incluía "bandeiras com frases de combate à corrupção, críticas ao caso Banco Master e contra governantes, sem especificar nomes, partidos ou legendas".

As investigações apontam que o grupo compartilhava conteúdos de radicalização e confronto. Foram localizados materiais e instruções para a confecção de artefatos incendiários improvisados, como coquetéis molotov, além de bombas caseiras com bolas de gude e pregos em seu interior.

Os alvos dos mandados são investigados por incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário.

Segundo a polícia, todos os investigados são participantes ou administradores de grupos na internet que atuavam no Rio de Janeiro e "exerciam papel ativo e relevante, incentivando diretamente a prática de atos violentos e coordenando ações, incluindo a escolha de um local sensível do cenário político fluminense para o ataque".