RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Cuba afirma não ter diálogo em andamento com os EUA, mas admite possibilidade sob condições

Vice-ministro cubano diz que país está aberto a conversas com os Estados Unidos, desde que respeitados critérios e soberania

Publicado em 02/02/2026 às 19:32
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Um alto diplomata cubano afirmou nesta segunda-feira, 2, à Associated Press que o governo de Cuba não mantém atualmente um diálogo com os Estados Unidos, mas está aberto a conversas, desde que certos critérios sejam respeitados, em meio à persistência de tensões entre os dois países.

Carlos Fernández de Cossío, vice-ministro das Relações Exteriores, fez a declaração poucos dias após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que sua administração havia iniciado conversas com líderes cubanos, após ameaçar impor tarifas a países que forneçam petróleo à ilha. "Ainda não estamos falando especificamente sobre negociação", disse Cossío. "Isso é outra questão."

"Estamos abertos ao diálogo", acrescentou o vice-ministro. "Se pudermos ter um diálogo, talvez isso possa levar a uma negociação."

Cossío explicou que Cuba está disposta a um "diálogo informal" com os EUA, com o objetivo de garantir uma convivência respeitosa e séria, mesmo diante das diferenças entre os dois países.

No entanto, ele ressaltou que certos temas são inegociáveis para Cuba, como a constituição, a economia e o sistema de governo socialista. "Mas há muitos, muitos outros assuntos que podemos discutir", afirmou.

Cuba enfrenta atualmente uma grave crise econômica, com apagões constantes, redução no fornecimento de petróleo vindo da Venezuela e sanções impostas pelos EUA, que, segundo autoridades cubanas, causaram perdas superiores a US$ 7,5 bilhões entre março de 2024 e fevereiro de 2025.

Questionado sobre quanto tempo Cuba conseguirá sustentar as condições atuais, Cossío afirmou não poder revelar "nenhuma via" que o país tenha para garantir o fornecimento de petróleo ou lidar com o que classificou como "uma situação muito difícil".

Nesta terça-feira, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, conversou por telefone com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, e prometeu fornecer "o apoio político e material necessário", segundo comunicado do governo russo.

Na entrevista, Cossío enfatizou que Cuba não representa ameaça aos EUA. "Cuba é um país pacífico", disse. "Só desejamos nos relacionar com os Estados Unidos da mesma forma que nos relacionamos com o resto do mundo. Os Estados Unidos são a exceção hoje."

Fonte: Associated Press.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.