DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Presidente interina da Venezuela se reúne com nova representante dos EUA

Delcy Rodríguez recebe Laura Dogu no Palácio de Miravalles, marcando retomada das relações diplomáticas entre Venezuela e Estados Unidos.

Publicado em 02/02/2026 às 20:50
Delcy Rodríguez recebe Laura Dogu no Palácio de Miravalles, sinalizando retomada diplomática entre Venezuela e EUA. © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, realizou nesta segunda-feira (2) seu primeiro encontro com Laura Dogu, nova encarregada de negócios da Embaixada dos Estados Unidos em Caracas.

Segundo o ministro das Comunicações, Miguel Ángel Pérez Pirela, a reunião aconteceu no Palácio de Miravalles, sede do governo venezuelano. Dogu chegou à capital venezuelana no domingo (1º).

Com sua chegada, Dogu irá reabrir a Embaixada dos EUA na Venezuela, que estava fechada desde 2019.

Antes deste posto, Laura Dogu atuou como embaixadora dos Estados Unidos em Honduras (2022–2025) e, entre 2015 e 2018, foi embaixadora na Nicarágua.

Em setembro de 2024, Dogu levantou suspeitas sobre o governo da presidente de Honduras, Xiomara Castro, alegando envolvimento com o narcotráfico e afirmou que funcionários hondurenhos teriam se reunido em Caracas com traficantes de drogas.

Em 30 de agosto do mesmo ano, o chanceler hondurenho, Enrique Reina, declarou que a inteligência do país detectou um suposto plano articulado por Dogu para dividir as Forças Armadas e destituir o chefe militar Roosevelt Hernández.

Durante sua passagem pela Nicarágua, Dogu esteve no país durante manifestações da oposição que o governo de Daniel Ortega classificou como tentativa de golpe.

A diplomata também já foi ministra-conselheira na Embaixada dos EUA na Cidade do México e desempenhou funções em El Salvador, Turquia e Egito.

Além disso, atuou como assessora de Política Externa do chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA, Dan Caine, que liderou operações para sequestrar o presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro e atacar instalações nucleares iranianas em junho de 2025.

Por Sputnik Brasil