Presidente da Autoridade Palestina convoca primeiras eleições para o Parlamento da OLP
Pela primeira vez, Conselho Nacional Palestino terá membros eleitos por sufrágio universal em 2026
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, anunciou a convocação de eleições por sufrágio universal para a escolha dos membros do Conselho Nacional Palestino, órgão legislativo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (2), segundo informou a agência oficial palestina Wafa.
Abbas, que lidera a Autoridade Palestina com jurisdição restrita à Cisjordânia ocupada, também está à frente da OLP, coalizão de movimentos pela causa palestina. Vale ressaltar que grupos como Hamas e Jihad Islâmica não integram essa organização.
De acordo com o decreto assinado por Abbas, as eleições estão marcadas para 1º de novembro de 2026 e deverão ocorrer "em todos os locais onde for possível, tanto no interior quanto no exterior da Palestina, para garantir a maior participação possível", conforme noticiado pela agência Wafa.
Será a primeira vez que os membros do Conselho Nacional Palestino serão escolhidos por meio de eleições. Historicamente, o conselho funcionou como um parlamento no exílio da OLP, sob predominância da Fatah, partido de Abbas cofundado pelo líder histórico Yasser Arafat, falecido em 2004.
O anúncio das eleições ocorre após o início da segunda fase do cessar-fogo, em 14 de janeiro, conforme comunicado pelo enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff. Esta etapa prevê transição do cessar-fogo para a desmilitarização, implementação de uma governança tecnocrática e início da reconstrução.
O conflito entre Israel e Hamas, iniciado em outubro de 2023, teve cessar-fogo decretado dois anos depois. Como parte do acordo, Israel e Hamas concordaram com a devolução de corpos de palestinos e israelenses sob posse de ambos os lados.
Na última quinta-feira (29), as Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que pelo menos 70 mil palestinos morreram na Faixa de Gaza durante o conflito. Os dados apresentados pelas autoridades israelenses são próximos aos números do Ministério da Saúde palestino, que aponta 71.667 mortos.