SEGURANÇA E DIREITOS

Agentes federais em Minneapolis passam a usar câmeras corporais após mortes e protestos

Mudança na política ocorre após pressão pública e mortes de imigrantes em operações do ICE; medida será expandida conforme recursos.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 03/02/2026 às 01:18
Agentes federais em Minneapolis usarão câmeras corporais após mortes em operações do ICE. © AP Photo / Tom Baker

A secretária de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Kristi Noem, anunciou nesta segunda-feira (2) que agentes federais envolvidos em operações para deter imigrantes ilegais passarão a utilizar câmeras corporais.

De acordo com Noem, a medida entra em vigor imediatamente em Minneapolis, cidade marcada recentemente pela morte de duas pessoas durante ações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE).

Em publicação na rede X, a secretária afirmou que o uso das câmeras será ampliado para todo o país "à medida que houver recursos disponíveis".

"Vamos adquirir e implantar rapidamente câmeras corporais para as forças de segurança do Departamento de Segurança Nacional em todo o país", declarou Noem na mensagem.

A decisão representa uma mudança de postura do governo republicano, que havia revogado, no início de 2025, uma ordem executiva da era Joe Biden que tornava obrigatório o uso desses dispositivos.

A reversão ocorre em meio à forte pressão pública após a morte de dois cidadãos em Minneapolis, durante operações do ICE e da Patrulha de Fronteira dos EUA, o que levou o governo a rever suas táticas e discurso.

O anúncio também surge após negociações entre democratas do Senado e o presidente Donald Trump para prorrogar, por duas semanas, o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS), enquanto seguem discussões sobre as operações do ICE.

Levantamento recente da consultoria YouGov revelou que 63% dos norte-americanos desaprovam o desempenho do ICE, sendo que 57% consideram as táticas da agência "agressivas demais" e acreditam que elas tornam as comunidades menos seguras. Entre cidadãos de origem hispânica, esse índice chega a quase 70%.