Haddad afirma que privatização dos Correios não é tendência mundial
Ministro da Fazenda destaca que outros países buscam associar novos serviços às empresas postais para viabilizar o setor
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (3) que a privatização dos Correios não segue a tendência internacional para empresas do setor. Em entrevista à Rádio BandNewsFM, Haddad destacou que, no cenário global, a estratégia tem sido agregar outros serviços aos Correios para garantir sustentabilidade econômica.
"Quem arca com a universalização dos serviços postais é a companhia dos Correios. E isso tem um custo alto por ano, que era compensado por algumas atividades exclusivas da empresa, mas que deixaram de ser. Então, a privatização, olhando para o mundo — inclusive Estados Unidos e Europa —, não parece o caminho adotado pelas melhores práticas", declarou o ministro.
Haddad explicou ainda que a nova diretoria dos Correios se comprometeu a reestruturar a estatal, utilizando para isso o empréstimo bilionário obtido com garantia da União. O objetivo é tornar a companhia mais equilibrada financeiramente.
"A promessa da atual diretoria, com o empréstimo que foi feito, é de reestruturar a companhia nessa direção e equilibrá-la assim que essas providências forem tomadas", completou.
Questionado se o comando da Fazenda seria o "pior emprego do mundo", Haddad negou. Segundo ele, o cargo proporcionou grande aprendizado e, ao deixar a Pasta, entrega indicadores econômicos superiores às expectativas do mercado financeiro.