Diretor do Fed defende cortes de juros superiores a 1 ponto percentual em 2026
Stephen Miran avalia que política monetária dos EUA está excessivamente restritiva e vê espaço para redução dos juros diante de inflação moderada.
O diretor do Federal Reserve (Fed), Stephen Miran, afirmou nesta terça-feira (3) que o banco central dos Estados Unidos deveria promover cortes de juros superiores a 1 ponto percentual ao longo de 2026. Segundo Miran, a política monetária permanece excessivamente restritiva diante do atual cenário econômico. As declarações foram feitas em entrevista à Fox Business.
"Provavelmente estou buscando um pouco mais de um ponto porcentual em cortes na taxa de juros ao longo do ano", destacou Miran, ao defender que o nível atual dos juros não condiz com as condições da economia.
Apesar de reconhecer que a inflação segue acima da meta de 2%, Miran ressaltou que as pressões subjacentes sobre os preços estão mais moderadas.
Na avaliação do diretor, a combinação entre inflação de base mais controlada e crescimento econômico sólido — impulsionado, segundo ele, por menores encargos regulatórios — abre espaço para que o Fed reduza os juros sem provocar uma nova rodada de aceleração inflacionária.
Miran também minimizou preocupações com o recente comportamento dos rendimentos dos títulos, argumentando que o movimento reflete, em parte, expectativas mais favoráveis para a atividade econômica, e não um aperto significativo das condições financeiras.
O dirigente ainda comentou a indicação do ex-diretor do Fed, Kevin Warsh, para a presidência do banco central, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada, e manifestou apoio à escolha.
O mandato formal de Miran como diretor do Fed terminou no último fim de semana, mas ele permanece no cargo até que o Senado confirme um novo nome para o colegiado.