ECONOMIA

Indústria opera 16,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011, diz IBGE

Setor industrial ainda não recuperou patamar histórico; alguns segmentos seguem abaixo do pré-pandemia.

Publicado em 03/02/2026 às 13:35
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Em dezembro, a indústria brasileira ainda operava 16,3% abaixo do pico registrado em maio de 2011, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na análise por categorias, a produção de bens de capital está 35,2% inferior ao seu ápice, alcançado em setembro de 2013. Já os bens intermediários permanecem 14,1% abaixo do patamar máximo de maio de 2011.

No segmento de bens de consumo duráveis, a produção está 35,9% aquém do pico de junho de 2013, enquanto os bens semiduráveis e não duráveis operam em um nível 13,2% inferior ao registrado no mesmo período.

Nível pré-pandemia

Apesar da defasagem histórica, a indústria chegou a dezembro operando 0,6% acima do patamar de fevereiro de 2020, antes do início da pandemia. Entre as 25 atividades pesquisadas, 10 já superaram o nível pré-crise sanitária.

Os maiores avanços em relação a fevereiro de 2020 foram observados nas atividades de produtos do fumo (25,0%), outros equipamentos de transporte (22,1%), indústrias extrativas (13,0%) e máquinas e equipamentos (10,3%).

Por outro lado, os segmentos mais distantes do patamar pré-pandemia são móveis (-25,4%), vestuário e acessórios (-22,8%), produtos diversos (-18,0%) e couro e calçados (-14,8%).

Em relação às categorias de uso, a produção de bens de capital está 2,4% acima do nível de fevereiro de 2020, enquanto a fabricação de bens intermediários apresenta alta de 3,9%. Por outro lado, bens duráveis seguem 16,1% abaixo do nível pré-pandemia, e bens semiduráveis e não duráveis estão 4,4% aquém do patamar de fevereiro de 2020.