EDUCAÇÃO

Brasileira Débora Garofalo é eleita professora mais influente do mundo

Reconhecimento internacional destaca trajetória inovadora da docente na educação pública

Publicado em 03/02/2026 às 18:00
Débora Garofalo recebe em Dubai o prêmio de professora mais influente do mundo, reconhecendo sua atuação inovadora.

A Varkey Foundation, organização internacional dedicada à valorização dos professores, reconheceu a educadora brasileira Débora Garofalo como a professora mais influente do mundo.

Em uma cerimônia realizada na segunda-feira (2), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, antecedendo a entrega do Global Teacher Prize, Débora recebeu o prêmio Global Teacher Influencer of the Year. A distinção reconhece sua trajetória docente que ultrapassa os limites da sala de aula.

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“Ainda estou bastante emocionada por aqui”, declarou Débora nesta terça-feira (3) à Agência Brasil.

“Receber o prêmio Global Teacher Influencer foi uma emoção impossível de descrever. Senti-me profundamente honrada, não apenas como professora, mas como representante da educação brasileira”, acrescentou.

Débora Garofalo foi a primeira pessoa a receber esse prêmio, criado neste ano para reconhecer professores que utilizam sua influência e redes sociais para promover a educação além da sala de aula.

Para a professora, a premiação evidencia a força da educação brasileira e sua capacidade de inovar com poucos recursos e muita vontade de transformar realidades.

“Esse reconhecimento mostra que o trabalho que nasce da periferia, dentro da escola pública, com criatividade, humanidade e compromisso social, pode ganhar o mundo.”

"Esse prêmio não é só meu. Ele pertence aos meus estudantes, à comunidade onde nasceu e a professores e professoras de todo o país que todos os dias transformam a dificuldade em aprendizagem".

Em 2019, Débora já havia se tornado a primeira mulher brasileira e a primeira sul-americana a ser finalista no Global Teacher Prize, considerado o “Nobel da Educação”.

A indicação ao prêmio foi resultado de um projeto de ensino de robótica com sucata para estudantes de escola pública desenvolvido na periferia de São Paulo. No projeto, jovens de 6 a 14 anos aprendem montagem de motores, circuitos e programação para criar seus próprios protótipos.

Para Débora, o reconhecimento internacional do trabalho é uma resposta clara ao Brasil de que é fundamental investir sempre em educação.

“O Brasil tem talentos incríveis dentro da sala de aula, e espero que, com esse reconhecimento, possamos inspirar mais investimentos, valorização e esperança no poder transformador da educação”.