SAÚDE PÚBLICA

SUS passa a oferecer vacina contra bronquiolite para bebês prematuros

Imunização amplia proteção de prematuros e crianças com comorbidades contra o vírus sincicial respiratório

Publicado em 03/02/2026 às 18:29
Vacina contra bronquiolite pelo SUS amplia proteção de bebês prematuros e com comorbidades.

A partir deste mês, bebês prematuros e aqueles com comorbidades poderão receber a vacina contra bronquiolite no Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante disponibilizado é o nirsevimabe, que amplia a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal capaz de fornecer proteção imediata, sem a necessidade de estimular o sistema imunológico do bebê a produzir seus próprios anticorpos.

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São considerados bebês prematuros aqueles nascidos com idade gestacional inferior a 37 semanas. Entre as comorbidades contempladas para crianças de até 2 anos estão: doença pulmonar crônica da prematuridade (broncodisplasia), cardiopatia congênita, anomalias congênitas das vias aéreas, doença neuromuscular, fibrose cística, imunocomprometimento grave (de origem inata ou adquirida) e síndrome de Down.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, 300 mil doses já foram distribuídas em todo o país.

O SUS já oferece a vacina contra o VSR para gestantes, a partir da 28ª semana de gravidez, garantindo proteção aos bebês desde o nascimento. O vírus é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos.

Em 2025, até 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por VSR. Desses, a maior parte das hospitalizações ocorreu em crianças com menos de dois anos, totalizando mais de 35,5 mil internações, o que representa 82,5% do total de casos de SRAG por VSR no período.

Como a maioria dos quadros é decorrente de infecção viral, não existe tratamento específico para a bronquiolite. O manejo clínico baseia-se no alívio dos sintomas, incluindo terapia de suporte, suplementação de oxigênio quando necessário, hidratação e uso de broncodilatadores, especialmente em casos com chiado evidente.