SAÚDE E INOVAÇÃO

Wegovy em comprimido é submetido à aprovação da Anvisa, segundo Novo Nordisk

Versão oral do medicamento para obesidade busca ampliar acesso ao tratamento e já foi aprovada nos EUA

Publicado em 03/02/2026 às 18:52
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A farmacêutica Novo Nordisk protocolou, em 30 de janeiro, o pedido de aprovação da versão oral do Wegovy à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O medicamento, atualmente comercializado em caneta injetável, é indicado para o tratamento da obesidade e para reduzir riscos cardiovasculares associados ao excesso de peso.

A solicitação refere-se à formulação em comprimidos de 25 mg, uma dosagem superior à da apresentação injetável, que contém 2,4 mg. Segundo a empresa, a decisão foi baseada em um estudo que demonstrou perda de peso média de aproximadamente 17% em adultos com obesidade ou sobrepeso e pelo menos uma comorbidade — desempenho semelhante ao da versão injetável.

A Novo Nordisk também informou que o perfil de segurança e tolerabilidade da versão oral foi considerado consistente, com eventos adversos predominantemente leves ou moderados, principalmente efeitos gastrointestinais de fácil manejo, similares aos observados com a semaglutida injetável.

Atualmente, o único medicamento oral da classe dos agonistas de GLP-1 disponível no mercado é o Rybelsus, com dose de 14 mg. Para Priscila Mattar, vice-presidente da área médica da Novo Nordisk no Brasil, a ampliação das opções terapêuticas pode favorecer a adesão ao tratamento da obesidade.

"Com a apresentação oral, esperamos ampliar o alcance dessa terapia, que já possui eficácia comprovada e pode não apenas levar à perda de peso relevante, mas também proteger coração, rins, fígado e articulações", afirmou a executiva em comunicado.

No final de dezembro do ano passado, a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou a versão em comprimido do Wegovy.

Indicações do Wegovy

No Brasil, o Wegovy está aprovado pela Anvisa para o tratamento de pessoas com obesidade ou sobrepeso associado a pelo menos uma comorbidade relacionada ao peso. O medicamento também é indicado para o tratamento da esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH, na sigla em inglês) em adultos com fibrose moderada a avançada, sem cirrose hepática.

Nesta semana, a agência autorizou ainda o uso da versão injetável para redução do risco de eventos cardiovasculares graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), em pacientes com sobrepeso ou obesidade.

De acordo com a farmacêutica, o uso da semaglutida deve estar aliado a uma dieta hipocalórica e ao aumento da atividade física para o controle do peso. No Brasil, a venda do medicamento é feita apenas mediante receita médica.