FIEIS COM O DIABO NO COURO

Padre de Lagoa do Carro, em Pernambuco, reage a abaixo-assinado e diz que só deixa paróquia por decisão do Bispo

Em vídeo nas redes sociais, sacerdote afirma que não renuncia ao cargo e classifica movimento como “pressão”

Por Redação Publicado em 03/02/2026 às 20:33

Um vídeo gravado pelo padre responsável por uma paróquia em Lagoa do Carro, em Pernambuco, ganhou ampla repercussão nas redes sociais após a circulação de um abaixo-assinado que pede sua saída da comunidade. Nas imagens, o sacerdote reage de forma enfática às críticas e afirma que só deixará a paróquia por decisão do bispo da diocese.

Durante o desabafo, o religioso declara que não pretende renunciar e que não cederá à pressão popular.

“Daqui eu não saio, porque só quem pode me tirar é o bispo”, afirma. Em outro trecho, reforça que não entregará a paróquia “a quem quer que seja”, destacando que sua permanência depende exclusivamente da autoridade eclesiástica.

O padre também classifica parte dos opositores como “canalha” e critica o que considera tentativas de interferência na administração da igreja local.

Segundo ele, há pessoas na comunidade que estariam tentando impedir sua atuação pastoral e administrativa.
Questionado no próprio vídeo se esperava o movimento contrário à sua permanência, o sacerdote afirma que não foi surpreendido e que já enfrentou situações mais difíceis ao longo da trajetória religiosa. “Isso aqui para mim não é nada”, declara, acrescentando que encara o episódio com naturalidade.

Ele também menciona que já assinou documentos relacionados ao caso e sustenta que a condução da paróquia seguirá as diretrizes da Igreja. “Aqui vai fazer aquilo que a Igreja quer”, diz em um dos trechos.
A gravação tem gerado debate entre fiéis e moradores da cidade. Parte da comunidade manifesta apoio ao sacerdote, enquanto outros defendem mudanças na condução da paróquia. Até o momento, não houve posicionamento público oficial da diocese responsável pela jurisdição da igreja.

O caso evidencia a tensão instalada na comunidade religiosa local e coloca a decisão final nas mãos da autoridade episcopal, única instância competente para determinar eventual afastamento do padre.