Austrália planeja vender instalações militares para financiar programa AUKUS
Venda de 67 propriedades pode gerar até US$ 1,8 bilhão para reforçar bases no norte do país e apoiar aliança com EUA e Reino Unido.
A Austrália pretende arrecadar até US$ 1,8 bilhão com a venda de 67 propriedades militares, visando fortalecer suas capacidades de defesa e financiar a modernização de bases estratégicas no norte do país, essenciais para o programa AUKUS.
O governo australiano, liderado pelo primeiro-ministro Anthony Albanese, busca liberar recursos para que as Forças de Defesa Australianas (ADF) possam suprir lacunas críticas em suas operações, conforme revelou reportagem da ABC News. Os fundos virão da venda de imóveis históricos pertencentes ao setor de defesa.
Foram identificados 67 locais para possível alienação, com a intenção de redirecionar investimentos para infraestrutura militar no norte da Austrália, que servirá de apoio ao AUKUS — aliança trilateral formada por Estados Unidos, Reino Unido e Austrália.
Entre os principais locais listados estão o Quartel Victoria em Sydney, Brisbane e Melbourne, a Ilha Spectacle em Nova Gales do Sul e a base HMAS Penguin, também em Nova Gales do Sul, todas pertencentes ao Exército e à Marinha australianos.
Uma auditoria detalhada apontou que boa parte do patrimônio de defesa, que soma três milhões de hectares, encontra-se deteriorada e sem viabilidade econômica, destacando que manter o atual cenário não é uma opção sustentável.
A reestruturação pode gerar cerca de US$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 15,72 bilhões) e economizar US$ 100 milhões (cerca de R$ 523,9 milhões) anuais em manutenção. No entanto, estão previstos custos adicionais de US$ 1,2 bilhão (mais de R$ 6,31 bilhões) para cobrir despesas com vendas, realocação de pessoal e descontaminação das áreas.
O relatório ressalta a importância estratégica das bases no norte do país, consideradas fundamentais para a cooperação com parceiros internacionais, especialmente Estados Unidos e Cingapura.
O pacto AUKUS, lançado em 2021, é visto como uma resposta ao avanço da influência chinesa na região da Ásia-Pacífico. A China, por sua vez, criticou o acordo, classificando-o como perigoso e alertando para o risco de uma corrida armamentista regional.
Por Sputnik Brasil