BALANÇO FINANCEIRO

Lucro da ADM cai 20% no 4º trimestre ante um ano, para US$ 456 milhões

Queda foi influenciada por margens mais fracas no esmagamento de oleaginosas e menor exportação de soja na América do Norte

Publicado em 04/02/2026 às 09:16
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Archer Daniels Midland (ADM), gigante norte-americana do setor de commodities agrícolas, registrou lucro líquido de US$ 456 milhões no quarto trimestre de 2025, equivalente a US$ 0,94 por ação. O resultado representa uma queda de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o lucro foi de US$ 567 milhões (US$ 1,17 por ação). Em termos ajustados, o lucro por ação recuou 24% na comparação anual, chegando a US$ 0,87.

A receita da companhia somou US$ 18,556 bilhões no trimestre, retração de 13,7% frente aos US$ 21,498 bilhões apurados no quarto trimestre de 2024. O desempenho foi impactado principalmente por margens mais fracas no esmagamento de oleaginosas, menor atividade de exportação de soja na América do Norte e pela indefinição da política de biocombustíveis nos Estados Unidos.

No acumulado de 2025, a ADM reportou lucro líquido de US$ 1,078 bilhão (US$ 2,23 por ação), uma queda de 39% na comparação anual. O lucro ajustado por ação foi de US$ 3,43, recuo de 28% em relação ao ano anterior. A receita anual totalizou US$ 80,269 bilhões, ante US$ 85,53 bilhões em 2024.

O lucro operacional consolidado atingiu US$ 821 milhões no quarto trimestre, queda de 22% em relação ao mesmo período de 2024. A divisão de Serviços Agrícolas e Oleaginosas registrou lucro operacional de US$ 444 milhões, recuo de 31%, pressionada por margens menores no esmagamento e menor fluxo de exportações. Dentro desse segmento, o negócio de esmagamento de oleaginosas apresentou queda de 69% no lucro operacional trimestral, para US$ 66 milhões, refletindo margens mais fracas tanto na América do Norte quanto na América do Sul.

A divisão de Soluções de Carboidratos apresentou lucro operacional de US$ 299 milhões no trimestre, queda de 6% em relação ao ano anterior. O resultado foi afetado pela menor demanda global por amidos e adoçantes, parcialmente compensada por margens mais firmes no etanol. Já o segmento de Nutrição registrou lucro operacional de US$ 78 milhões, retração de 11%, influenciado principalmente pela ausência de receitas extraordinárias de seguros verificadas no ano anterior.