SEGURANÇA ESPACIAL

Autoridades europeias demonstram preocupação com vulnerabilidade de satélites

Satélites antigos, sem criptografia moderna, aumentam risco de espionagem e interferência, segundo publicação britânica.

Por Sputnik Brasil Publicado em 04/02/2026 às 11:29
Satélites europeus antigos preocupam autoridades por risco de espionagem e interferência russa. © Foto / Pixabay

Satélites europeus lançados há anos, sem sistemas modernos de criptografia, estão cada vez mais expostos a interferências e espionagem externas, informa o Financial Times.

Segundo a publicação, a obsolescência tecnológica desses equipamentos não apenas amplia a vulnerabilidade das redes de satélites a possíveis interferências, mas também à destruição deliberada. O artigo ressalta que a preocupação dos militares europeus cresce diante da suposta aproximação de satélites russos aos ativos europeus em órbita.

As agências espaciais militares e civis da Europa monitoram de perto os satélites russos Luch-1 e Luch-2, que teriam realizado "manobras suspeitas" em órbita, conforme relatado pelo jornal.

Fontes de segurança europeias acreditam que satélites de reconhecimento russos podem interceptar comunicações de pelo menos uma dúzia de satélites estratégicos que cobrem o continente. Esses satélites, em órbita geoestacionária, são essenciais para comunicações civis, governamentais e, em parte, militares.

O artigo destaca ainda o temor europeu de que tais ações possam integrar uma estratégia de "guerra híbrida" por parte da Rússia, ameaçando a infraestrutura espacial vital para comunicação, navegação e serviços públicos.

No fim de 2023, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, já havia alertado sobre uma possível ameaça russa aos satélites do país. Segundo ele, Rússia e China expandiram significativamente suas capacidades para operações militares no espaço nos últimos anos.

Em 2023, a empresa norte-americana Slingshot Aerospace relatou comportamento "hostil" de um satélite russo, que estaria se aproximando de outros satélites em órbita.

Já em 2024, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, classificou como "mentira" as acusações do Pentágono de que a Rússia teria lançado um aparelho anti-satélite, reafirmando a oposição de Moscou à militarização do espaço.

O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, também declarou que a atuação da Rússia no espaço ocorre em total conformidade com o direito internacional, sem violações.