BALANÇOS DO SETOR FARMACÊUTICO

Eli Lilly supera expectativas e Novo Nordisk apresenta resultados mistos impulsionados por Mounjaro e Ozempic

Resultados trimestrais das gigantes farmacêuticas refletem força de medicamentos para diabetes e obesidade, mas Novo Nordisk prevê desafios à frente

Publicado em 04/02/2026 às 12:57
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Eli Lilly divulgou resultados trimestrais acima das projeções do mercado, evidenciando a força contínua de Mounjaro e Zepbound, medicamentos voltados ao tratamento do diabetes tipo 2 e ao controle crônico de peso. Mesmo diante do avanço de concorrentes e do desenvolvimento de novas formas de administração, a empresa anunciou lucro ajustado de US$ 7,54 por ação no quarto trimestre, superando a estimativa de US$ 6,91, conforme dados da FactSet.

A receita da companhia atingiu US$ 19,3 bilhões, também acima do consenso de US$ 17,9 bilhões, representando um crescimento anual de 43%. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento dos volumes de seus principais medicamentos.

Para 2026, a Eli Lilly projeta receita entre US$ 80 bilhões e US$ 83 bilhões, superando as expectativas do mercado, e lucro ajustado entre US$ 33,50 e US$ 35 por ação, igualmente acima do consenso.

Já a Novo Nordisk apresentou um cenário misto. No quarto trimestre, o lucro por ação foi de 6,04 coroas dinamarquesas (US$ 0,96), acima do consenso da FactSet, de 5,85 coroas (US$ 0,93). Entretanto, o lucro líquido recuou 4,7%, para 26,89 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 4,25 bilhões), e a receita caiu 7,6%, para 79,14 bilhões de coroas (US$ 12,52 bilhões), ainda assim superando a projeção de 76,91 bilhões de coroas (US$ 12,17 bilhões).

As vendas de Wegovy cresceram 17% em relação ao ano anterior, alcançando 21,86 bilhões de coroas (US$ 3,45 bilhões), acima das estimativas, enquanto as de Ozempic avançaram 1%, para 31,83 bilhões de coroas (US$ 5,03 bilhões), também superando o esperado.

Para 2026, contudo, a Novo Nordisk projeta queda de 5% a 13% nas vendas e no lucro operacional ajustado a taxas constantes, resultado inferior ao esperado pelos investidores. A empresa atribui o cenário à pressão de preços após acordo com o governo dos EUA para reduzir os valores de medicamentos contra obesidade, além do aumento da concorrência e de desafios regulatórios.

Como ponto positivo, a Novo Nordisk destacou a boa aceitação inicial da versão oral do Wegovy nos Estados Unidos, embora reconheça que o impacto financeiro ainda levará tempo para se consolidar.

Com informações da Dow Jones Newswires