Maioria das bolsas europeias fecha em alta impulsionada por balanços e fusões
Índices sobem em Londres, Paris, Milão, Madri e Lisboa, enquanto Frankfurt recua; dados macroeconômicos e movimentações corporativas influenciam resultados.
As bolsas da Europa encerraram esta quarta-feira (4) majoritariamente em alta, com exceção de Frankfurt, em uma sessão marcada por intenso volume de balanços corporativos, operações de fusões e aquisições e ajustes após a divulgação de indicadores econômicos relevantes. O avanço predominou mesmo diante de oscilações setoriais, refletindo a percepção dos investidores de que o cenário macroeconômico segue desafiador, porém estável no curto prazo.
Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,85%, fechando em nível recorde aos 10.402,34 pontos – na máxima do dia, chegou ao recorde intraday de 10.481,54 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,52%, a 24.652,77 pontos. Paris viu o CAC 40 avançar 1,01%, a 8.262,16 pontos. Em Milão, o FTSE MIB cresceu 0,47%, a 46.636,43 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,11%, a 18.139,20 pontos, atingindo novo recorde de fechamento e máxima intraday de 18.246,00 pontos. Lisboa também fechou em alta, com o PSI 20 ganhando 0,61%, a 8.881,79 pontos. Os números são preliminares.
No cenário macroeconômico, dados indicaram desaceleração da inflação ao consumidor na zona do euro, abaixo das expectativas e afastando-se da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE). Segundo a Indosuez Wealth Management, a surpresa inflacionária reforça a perspectiva de manutenção dos juros pelo BCE no curto prazo, mas abre espaço para possíveis cortes ainda este ano. Já os índices de gerentes de compras (PMI) apontaram perda de ritmo da atividade na Alemanha e no bloco, enquanto o setor de serviços do Reino Unido mostrou recuperação. Analistas do ING destacaram que os indicadores reforçam um ambiente de crescimento desigual na região.
No campo corporativo, as ações do Santander caíram 3,5% em Madri após o banco anunciar a compra do americano Webster Financial, mesmo com lucro acima do esperado e aprovação de programa de recompra de ações.
No setor financeiro, UBS e Crédit Agricole recuaram cerca de 6,3% e 2,5%, respectivamente, após a divulgação de seus balanços. Por outro lado, a Novo Nordisk despencou pouco mais de 17% em Copenhague, após projetar queda nas vendas e alertar para pressões inéditas sobre preços.
Em contrapartida, a Beazley avançou 7,3% em Londres após firmar acordo preliminar para ser adquirida pela Zurich Insurance, que também subiu cerca de 3,3% em Zurique. Entre as blue chips, ações do setor de energia, que subiu aproximadamente 0,8%, contribuíram para sustentar os ganhos em Londres.
Com informações da Dow Jones Newswires