ECONOMIA

Rotas de integração podem reduzir custos comerciais na América do Sul

Programa Rotas de Integração Sul-Americana busca fortalecer exportação e conectividade regional

Publicado em 04/02/2026 às 19:27
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O governo federal oficializou, nesta semana, a criação do Programa Rotas de Integração Sul-Americana, iniciativa que visa reduzir o tempo e os custos do transporte de mercadorias entre o Brasil, países vizinhos e a Ásia.

A proposta prevê a integração de infraestruturas física, digital, social, ambiental e cultural entre os países da América do Sul. A portaria de criação, assinada pela ministra Simone Tebet, foi publicada no Diário Oficial da União na última terça-feira (3), oficializando cinco rotas estratégicas de integração.

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De acordo com o programa, serão realizados estudos técnicos e pesquisas sobre multimodalidade de transportes, conectividade, integração energética e digital, unidade geoeconômica, bioceanidade, além de questões fronteiriças e não fronteiriças no território nacional.

Cinco rotas estratégicas

As redes de infraestrutura priorizam cinco rotas estratégicas, definidas após consulta aos 11 Estados brasileiros que fazem fronteira com países da América do Sul:

  • Ilha das Guianas: áreas do Norte brasileiro conectando-se à Guiana Francesa, Suriname, Guiana e Venezuela;
  • Amazônica: integração do Norte com Colômbia, Equador e Peru;
  • Quadrante Rondon: ligação entre o Norte e Centro-Oeste do Brasil com Peru, Bolívia e Chile;
  • Bioceânica de Capricórnio: rota entre Centro-Oeste, Sudeste e Sul, conectando Paraguai, Argentina e Chile;
  • Bioceânica do Sul: conexão do Sul do Brasil com Uruguai, Argentina e Chile.

Segundo o governo, o projeto das cinco rotas foi delineado após encontro de líderes sul-americanos, em 2023, que definiu uma agenda de integração regional.

O governo destaca ainda que, historicamente, o Brasil priorizou o comércio com Europa e Estados Unidos via Atlântico. No entanto, nas últimas décadas, a produção migrou para os estados do Centro-Oeste e Norte, ao mesmo tempo em que houve crescimento do comércio com países asiáticos.