FRONTEIRA EUA-MÉXICO

EUA anunciam expansão do 'muro aquático' na fronteira com o México

Barreiras flutuantes com arame farpado devem se estender por mais de 3 mil quilômetros até 2029 para conter migração irregular.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 04/02/2026 às 18:49
Barreiras flutuantes com arame farpado reforçam controle migratório no Rio Bravo, entre EUA e México. © Foto / Chandan Khanna

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (4) a ampliação das barreiras flutuantes instaladas nos rios que delimitam a fronteira com o México. O objetivo é reforçar o controle migratório e reduzir a entrada de migrantes irregulares no país.

A decisão foi comunicada após a visita da secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, a Eagle Pass, no Texas, onde inspecionou ações de contenção na região de Piedras Negras, no estado mexicano de Coahuila.

Atualmente, cerca de 48 quilômetros de barreiras — formadas por boias equipadas com arames farpados e sensores de movimento — já estão instalados ao longo do Rio Bravo. A meta é ampliar esse sistema para mais de 3.218 quilômetros até 2029.

Em outubro de 2025, o Departamento de Segurança Interna (DHS) assinou dez novos contratos de construção, totalizando US$ 4,5 bilhões (R$ 28,2 bilhões), para viabilizar a expansão do chamado "muro aquático".

Esses investimentos integram a Operação Muro do Rio, iniciativa das autoridades americanas para conter a migração irregular e o tráfico de drogas na fronteira sul.

Dados do Instituto Nacional de Migração do México indicam que, entre 2015 e 2025, foram registrados 126.392 casos de devolução de crianças e adolescentes mexicanos desacompanhados pelos Estados Unidos.

No período de janeiro a novembro de 2025, 7.463 menores foram deportados, uma média de 33 por dia. Destes, 68,65% viajavam sem a companhia de um responsável adulto.

Entre os estados mexicanos, Tamaulipas recebeu o maior número de menores deportados em 2025 (2.388), seguido por Chihuahua (1.417), Baixa Califórnia (1.146) e Sonora (1.080).

Durante o primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump, os EUA registraram a maior saída líquida de migrantes em cinco décadas, segundo relatório da Brookings Institution, que também aponta impactos relevantes para a macroeconomia do país.