EDUCAÇÃO E IGUALDADE RACIAL

Programa leva professores de escolas públicas a intercâmbio no Panamá

Iniciativa do Ministério da Igualdade Racial e Capes promove formação internacional para docentes negros, pardos e quilombolas

Publicado em 05/02/2026 às 17:39
Programa seleciona professores negros e quilombolas para intercâmbio educacional no Panamá.

Professores da educação básica de escolas públicas que se autodeclaram pretos, pardos ou quilombolas têm até as 17h do próximo domingo (8), horário de Brasília, para se inscrever em uma das 50 vagas do Programa Caminhos Amefricanos: Intercâmbios Sul-Sul, edição Panamá.

A iniciativa é conduzida pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR) em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

O objetivo do programa é fortalecer o combate ao racismo e promover a igualdade racial no Brasil por meio de intercâmbios de curta duração no exterior, especialmente em países africanos, latino-americanos e caribenhos.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela plataforma da Capes, utilizando login no portal Gov.br.

Para participar, é necessário ser docente efetivo da educação básica em instituição pública há pelo menos um ano, ter graduação em licenciatura reconhecida pelo MEC e disponibilidade para cumprir integralmente as atividades do edital.

Outro critério é desenvolver atividades de ensino voltadas para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana.

O processo de inscrição inclui o preenchimento do formulário online e o envio da documentação obrigatória, conforme previsto no edital.

A edição Panamá é o primeiro destino internacional do programa Caminhos Amefricanos.

O intercâmbio terá duração de até 15 dias, com previsão de início em maio de 2026, e contemplará 50 professores.

Durante a experiência, os participantes desenvolverão atividades e socialização de conhecimentos na Universidad de Panamá, na Cidade do Panamá, incluindo participação em evento científico e visitas a escolas, museus e locais históricos.

O intercâmbio abordará temas ligados à educação, história, cultura africana e à diáspora africana, marcada pelos deslocamentos forçados de populações africanas.

O MIR será responsável pelo financiamento do intercâmbio, cobrindo até 15 diárias, passagens nacionais e internacionais, seguro saúde e emissão de passaporte.

O resultado final com os nomes dos 50 docentes selecionados será divulgado até 30 de abril.

Outras edições do programa, como Angola e México, voltadas para estudantes de licenciatura, terão prazos de inscrição distintos e estarão abertas até o fim de fevereiro.