MUDANÇA NA LIDERANÇA

Toyota Motor substitui CEO por diretor financeiro para acelerar respostas às mudanças do setor

Reestruturação executiva visa agilidade diante das transformações da indústria automotiva global

Publicado em 06/02/2026 às 11:03
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Toyota anunciou mudanças significativas em sua estrutura executiva, previstas para entrarem em vigor a partir de 1º de abril de 2026. Segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira, 6, a companhia trocará o atual CEO pelo diretor financeiro, além de promover alterações em seu Conselho de Administração.

O atual presidente e membro do Conselho, Koji Sato, assumirá o cargo de vice-presidente e também a recém-criada função de diretor industrial (CIO). Já o atual diretor de operações, Kenta Kon, será promovido a presidente e diretor executivo (CEO).

“Sob essa nova estrutura de liderança, Sato se concentrará no setor industrial em geral, incluindo a Toyota, como vice-presidente e CIO, enquanto Kon se dedicará à gestão interna da empresa como presidente e CEO”, detalha a nota oficial.

De acordo com a montadora japonesa, as mudanças têm como objetivo acelerar a tomada de decisões gerenciais diante das rápidas transformações no ambiente interno e externo, além de estabelecer uma estrutura capaz de garantir que a Toyota cumpra plenamente sua missão de contribuir para a sociedade por meio da indústria.

A Toyota manteve sua posição como maior fabricante de automóveis do mundo em 2025, com aumento de 4,6% nas vendas do grupo, atingindo um recorde de 11,3 milhões de veículos vendidos, impulsionada principalmente pelo mercado dos Estados Unidos, onde comercializou 2,5 milhões de unidades. No entanto, a empresa foi impactada por tarifas impostas pelo governo do então presidente dos EUA, Donald Trump.

Para o ano fiscal que se encerra em março, a Toyota projeta um lucro operacional equivalente a US$ 24 bilhões, uma redução de 29% em relação ao pico registrado dois anos atrás. A companhia informou que as tarifas americanas devem diminuir o lucro operacional em cerca de US$ 9 bilhões.

Com informações da Dow Jones Newswires