ASTRONOMIA

Júpiter é menor do que pensávamos; entenda como foi feita a descoberta

Novos dados da missão Juno mostram que o maior planeta do Sistema Solar é ligeiramente menor e mais achatado do que se acreditava.

Publicado em 06/02/2026 às 16:27
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Nasa anunciou nesta quarta-feira, 4, que novas medições realizadas pela missão Juno revelaram que Júpiter é um pouco menor e mais achatado do que apontavam estimativas anteriores.

Apesar de seguir como o maior planeta do Sistema Solar, o raio equatorial de Júpiter, antes calculado em 71.492 quilômetros, foi revisado para 71.488 quilômetros com base nos dados mais recentes.

Além disso, o planeta se mostrou ainda mais achatado nos polos. O raio polar, anteriormente estimado em 66.854 quilômetros, agora foi ajustado para 66.842 quilômetros.

Segundo a Nasa, os pesquisadores chegaram a essas novas estimativas analisando dados de ocultação de rádio obtidos em 13 sobrevoos da missão Juno, considerando também os efeitos dos ventos zonais. "A ocultação de rádio permite observar através das densas e opacas nuvens da atmosfera de Júpiter, ajudando a entender sua estrutura interna", explicou a agência.

As medições anteriores baseavam-se em apenas seis experimentos de ocultação de rádio realizados pelas missões Pioneer e Voyager, também da Nasa, nos anos 1970.

A agência destacou que medições mais precisas do raio de Júpiter são fundamentais como padrão de calibração para modelar exoplanetas gigantes em outros sistemas estelares. "Ter uma forma mais precisa ajudará os astrônomos a interpretar melhor os dados de planetas observados passando em frente à sua estrela hospedeira, muito além da nossa vizinhança cósmica", ressaltou a Nasa.