RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Ministro argentino defende maior flexibilidade no Mercosul

Pablo Quirno destaca avanços em acordos comerciais e sinaliza ativação provisória com a União Europeia

Publicado em 06/02/2026 às 17:35
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno AP Photo/Jose Luis Magana

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, afirmou nesta sexta-feira, 6, que o país busca maior flexibilidade dentro do Mercosul. Segundo Quirno, ao aprovar o projeto para o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, a Argentina poderá ativar provisoriamente o tratado, aguardando que outros países do bloco façam o mesmo. "À medida que outros países fizerem o mesmo, eles serão adicionados ao acordo", explicou o ministro durante coletiva de imprensa.

Quirno ressaltou que a aprovação de um dos integrantes do Mercosul já permite a ativação provisória do tratado para esse país. A expectativa é de que a Argentina avance nesse sentido ao encaminhar a proposta à Câmara dos Deputados.

"Está claro que a Argentina, decididamente, busca maior flexibilidade dentro do Mercosul. Por diferentes razões, o acordo com a União Europeia demorou mais de 25 anos para ser assinado. Com os Estados Unidos, demorou um pouco mais de um ano. Nós não temos tempo a perder", declarou o ministro.

O chanceler também destacou que o recente acordo sobre "minerais críticos" com os Estados Unidos traz maior previsibilidade às empresas, que já figuram entre as principais investidoras no país. Quirno frisou, contudo, que "isso não implica que a China não possa participar".

O porta-voz presidencial, Manuel Ardoni, comemorou o acordo firmado com os Estados Unidos, enfatizando que ele beneficia todas as 24 províncias argentinas e seus 47 milhões de habitantes.

Segundo Ardoni, a medida abre um novo e vasto mercado para as empresas argentinas, podendo inclusive quintuplicar as exportações de carne e consolidar a liderança regional do país.

Ardoni acrescentou ainda que o acordo elimina tarifas recíprocas para 1.675 produtos. "A Argentina está mostrando à América Latina que o caminho é o capitalismo e o livre comércio, não o estatismo", concluiu.