Bolsas de NY fecham em alta e techs se recuperam com foco em IA, mas Amazon cai
Dow Jones supera os 50 mil pontos, impulsionado por otimismo com investimentos em inteligência artificial; Amazon recua após anúncio bilionário.
As bolsas de Nova York encerraram a sexta-feira, 6, com forte valorização, recuperando parte das perdas recentes e levando o índice Dow Jones a ultrapassar, pela primeira vez, a marca histórica de 50 mil pontos. O principal foco dos investidores segue sendo os gastos em inteligência artificial (IA), acompanhados atentamente nos balanços das gigantes de tecnologia.
Apesar do cenário positivo, a Amazon destoou do movimento e registrou queda de quase 6%, após anunciar um investimento de US$ 200 bilhões previsto para este ano.
O Dow Jones avançou 2,47%, fechando aos 50.115,67 pontos. O S&P 500 subiu 1,97%, encerrando em 6.932,30 pontos, enquanto o Nasdaq teve alta de 2,18%, aos 23.031,21 pontos.
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, destacou que o expressivo investimento em IA é "apropriado" e "necessário", já que o setor atravessa uma "construção de infraestrutura única em uma geração" que deve se prolongar por vários anos. As ações da Nvidia saltaram 7,92% e as da Broadcom, 7,22%.
Setores cíclicos, como indústria e energia, também figuraram entre os destaques positivos do S&P 500, ficando atrás apenas do segmento de tecnologia. As small caps tiveram sessão de forte recuperação, elevando o índice Russell 2000 em 3,69%. Companhias aéreas, como Delta Airlines (+7,91%) e United Airlines (+9,26%), também apresentaram ganhos expressivos.
Por outro lado, a Amazon recuou 5,57%. Segundo o Morgan Stanley, o volume de investimento de capital da empresa superou as projeções, mas não deveria ser considerado surpresa, tendo em vista o desempenho de Meta e Alphabet nesta temporada de balanços. O banco permanece otimista em relação à Amazon, avaliando que a empresa é negociada com desconto de cerca de 50% em relação a seus pares e que o crescimento robusto dos serviços em nuvem justifica o aporte.
No cenário macroeconômico, o índice de sentimento do consumidor nos Estados Unidos subiu para 57,3 em fevereiro, superando as expectativas. Raphael Bostic, presidente do Federal Reserve (Fed) de Atlanta, afirmou que percebe "otimismo cauteloso" em seu distrito, indicando que o desempenho observado na segunda metade de 2025 poderá se manter ao longo de 2026.