Aldo Rebelo afirma que Brasil está 'travado', critica STF e propõe anistia ampla para pacificar o país
Pré-candidato à Presidência defende nacionalismo, revisão de normas ambientais e anistia para promover reconciliação nacional.
Aldo Rebelo, ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados, lançou sua pré-candidatura à Presidência da República defendendo o nacionalismo, a soberania e a necessidade de incentivo privado para impulsionar o desenvolvimento do país. Ele também propõe o afrouxamento de normas ambientais como estratégia para destravar o Brasil, que, segundo ele, está "patinando".
Em entrevista à Sputnik Brasil, Rebelo criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), a política ambiental, a educação básica, a segurança pública e a agenda climática internacional. Ele defendeu uma anistia ampla e irrestrita, especialmente para os condenados pelos atos de 8 de Janeiro, citando exemplos históricos de reconciliação nacional.
Sobre a saúde pública, Rebelo classificou a situação como um "drama" estrutural. Segundo ele, o Sistema Único de Saúde (SUS) foi idealizado como modelo avançado de acesso universal, mas a distância entre a teoria e a prática gera sofrimento generalizado.
Na área da segurança pública, o pré-candidato destacou que o principal desafio do país é a violência do crime organizado, que, segundo ele, domina territórios e fronteiras.
No cenário internacional, Rebelo fez críticas à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém. Para ele, o encontro foi "coroado de fracasso" devido à ausência dos principais líderes globais, afirmando que essa "não é mais a agenda do mundo".
Por fim, Aldo Rebelo reiterou a defesa de uma anistia ampla como caminho para a pacificação política no Brasil. "O Brasil é o país da anistia", afirmou, citando exemplos históricos que vão da Guerra dos Farrapos à redemocratização pós-ditadura militar.