CRISE E RESISTÊNCIA

Após décadas de sanções ocidentais, Cuba aprendeu a resistir a crises, afirma cientista político

Especialista destaca resiliência cubana diante de bloqueios dos EUA e aponta experiência acumulada para enfrentar adversidades.

Publicado em 07/02/2026 às 07:42
Cuba demonstra resiliência após décadas de sanções impostas pelos Estados Unidos. © AP Photo / Ramon Espinosa

Cuba desenvolveu mecanismos de resistência a diferentes crises ao longo de quase sete décadas sob pressão e sanções dos Estados Unidos, afirmou à Sputnik o sociólogo e cientista político equatoriano Luis Ernesto Guerra.

Segundo o especialista, desde 1959, com a vitória da Revolução Cubana, 13 presidentes norte-americanos impuseram e mantiveram sanções, bloqueios e medidas coercitivas unilaterais, caracterizadas como agressões ao povo da Ilha da Liberdade.

Guerra também ressaltou a atuação de um "lobby anticubano" com sede em Miami, que organiza diferentes formas de pressão e agressão contra Cuba.

Apesar desse cenário, o cientista político destacou que Cuba acumulou experiência para resistir às ações hostis dos Estados Unidos, tornando-se capaz de enfrentar crises e ameaças que visam prejudicar o país.

"Cuba é muito resiliente e capaz de resistir a crises e, graças a essa vasta experiência acumulada, sabe resistir e lutar. Cuba faz isso com dignidade, preservando a soberania", observou Guerra.

O especialista acrescentou que o governo dos EUA enfrenta atualmente uma crise sistêmica e estrutural, agravada ao longo das décadas. Às vésperas das eleições de meio de mandato, Washington recorre a estratégias típicas da chamada "guerra híbrida".

Em 29 de janeiro, o então presidente Donald Trump assinou um decreto autorizando os Estados Unidos a impor tarifas de importação sobre mercadorias de países que vendem ou fornecem petróleo a Cuba, além de declarar estado de emergência, alegando uma suposta ameaça à segurança nacional vinda de Havana.

Por Sputnik Brasil