“Depois do Amapá, vem Maceió”: vídeo da GloboNews repercute envolvimento no caso Master; veja
Após Rio Previdência e Amapá, analistas indicam que a lógica das investigações pode alcançar a Prefeitura de Maceió
O escândalo envolvendo o Banco Master voltou ao centro do debate nacional após análise contundente feita por comentaristas políticos em programa jornalístico da GloboNews. Ao detalharem o chamado “conjunto da obra” das irregularidades atribuídas à instituição financeira, os analistas citaram nominalmente a Prefeitura de Maceió como um dos entes públicos que podem entrar no radar ampliado das investigações.
Durante o programa, os comentaristas destacaram que o caso não se resume a uma operação isolada, mas a uma engrenagem complexa de aplicações consideradas temerárias em diversos regimes próprios de previdência e estruturas estatais. “É picar detalhes em geral, é o conjunto da obra do Master, tudo que ele fez de errado”, afirmou um dos analistas, ao enfatizar que as inconsistências vão além de um único investimento.
A análise seguiu uma linha lógica baseada no volume de recursos aplicados.
Segundo os debatedores, o Rio de Janeiro aparece no topo da lista, com destaque para o Rio Previdência — considerado o maior aporte dentro do esquema — além de aplicações que também teriam alcançado a CEDAE (Companhia Estadual de Águas e Esgotos). “O Rio foi onde mais teve entrada nesse esquema”, pontuaram.
Na sequência, foi citado o estado do Amapá. E, logo depois, surgiu a referência direta à capital alagoana: “Depois vem o Amapá e, em terceiro lugar, a Prefeitura de Maceió”, destacou um dos comentaristas, sugerindo que, se as apurações seguirem a mesma lógica de volume e exposição, a gestão maceioense pode enfrentar desdobramentos políticos e jurídicos.
Os analistas ainda afirmaram que “esses dois estão com toque”, em referência aos casos já sob forte escrutínio público, indicando que novas frentes de investigação podem surgir à medida que os dados forem aprofundados.
O Banco Master foi liquidado após grave crise de liquidez, e as investigações apontam para aplicações de alto risco realizadas com recursos públicos, muitas delas sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O impacto financeiro estimado em âmbito nacional já é considerado bilionário, afetando investidores institucionais e regimes próprios de previdência.
No caso de Maceió, os investimentos do Instituto de Previdência do Município (Iprev) já haviam sido questionados anteriormente por agentes políticos locais, sob a alegação de exposição excessiva a ativos de risco. A menção na análise nacional reforça o peso político do tema e amplia a pressão por esclarecimentos.
Embora ainda não haja decisão judicial específica contra o município relacionada ao caso, o debate na mídia nacional sinaliza que o escândalo pode ter novos capítulos. A depender do avanço das investigações e da consolidação dos dados técnicos, a capital alagoana poderá integrar de forma mais incisiva o mapa dos desdobramentos do caso Master.
O episódio evidencia a necessidade de rigor técnico na gestão de recursos previdenciários e de transparência absoluta nas aplicações financeiras envolvendo dinheiro público — tema que, segundo os comentaristas, continuará dominando o noticiário político e econômico nas próximas semanas.