VIOLÊNCIA NAS UNIVERSIDADES

Professora de Direito é morta a facadas por aluno em sala de aula em Rondônia

Crime ocorreu dentro de universidade particular em Porto Velho; suspeito foi preso em flagrante e crime é investigado como feminicídio.

Publicado em 07/02/2026 às 19:07
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Juliana Mattos de Lima Santiago, professora de Direito e escrivã da Polícia Civil, foi assassinada a facadas por um aluno na noite da última sexta-feira (6), em uma sala de aula de uma universidade particular de Porto Velho, Rondônia. O crime, registrado como feminicídio, aconteceu por volta das 21h50.

O autor do ataque foi identificado como João Cândido da Costa Junior. Segundo o boletim de ocorrência, ele tentou fugir após o crime, mas foi contido no local. A defesa do suspeito não foi localizada até o momento.

O aluno recebeu voz de prisão de um policial que estava presente na faculdade. Inicialmente, ele foi encaminhado a uma unidade de pronto atendimento e, em seguida, levado ao Departamento de Flagrantes, onde permaneceu preso. Neste sábado, o estudante passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. De acordo com o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), ele será encaminhado ao sistema prisional.

Juliana chegou a ser socorrida, mas já chegou sem vida ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II. Conforme a equipe médica, a professora apresentava duas perfurações na região torácica e uma laceração no braço direito.

Conforme relato à polícia, o autor afirmou que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima há cerca de três meses, mas que, no último mês, percebeu distanciamento e ausência de respostas às mensagens. Ele relatou ter ficado "emocionalmente abalado" ao ver um status da vítima ao lado do ex-companheiro em um aplicativo de mensagens.

No dia do crime, o estudante aguardou ficar sozinho com Juliana em sala de aula, iniciou uma discussão sobre o relacionamento e, tomado por raiva, desferiu diversos golpes de faca contra a professora. A polícia aponta indícios de premeditação no crime.

Em nota, o Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), onde ocorreu o assassinato, manifestou "profundo pesar e repúdio" pelo ocorrido e informou estar prestando assistência à família da vítima. A instituição decretou luto institucional de três dias e suspendeu as atividades acadêmicas.

O Ministério Público do Estado de Rondônia (MP-RO) classificou o crime como "violência inaceitável" e afirmou que atuará com firmeza na apuração do caso. "Repudiamos o ato covarde e reafirmamos que seguiremos no amplo enfrentamento à violência nos ambientes educacionais e a todo tipo de violência contra a mulher. Que a memória de Juliana seja honrada com justiça para todas", diz a nota.