Itália recusa participação em Conselho de Paz proposto por Trump
Governo italiano alega restrições constitucionais e questiona igualdade entre Estados no novo órgão liderado pelos EUA.
O governo da Itália anunciou oficialmente que não fará parte do Conselho de Paz idealizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A decisão foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, que citou restrições constitucionais como impedimento para a adesão de Roma ao projeto.
De acordo com Tajani, a Constituição italiana determina que o país só pode integrar organizações internacionais em que haja condições de igualdade entre todos os Estados membros. Segundo o governo italiano, esse princípio não seria respeitado na estrutura do novo conselho liderado pelos EUA.
A legislação nacional foi apontada como um obstáculo intransponível para a assinatura do acordo, mesmo com a Itália mantendo-se aberta ao diálogo sobre iniciativas de paz. Anteriormente, a primeira-ministra Giorgia Meloni já havia sinalizado que a questão constitucional era uma barreira à participação imediata.
A proposta do presidente norte-americano busca coordenar esforços diplomáticos e possíveis soluções para conflitos internacionais, como o da Faixa de Gaza. No entanto, a composição e as atribuições do conselho têm gerado críticas entre aliados europeus, que temem a criação de uma estrutura paralela à Organização das Nações Unidas (ONU), sob forte liderança dos Estados Unidos.