POLÍTICA INTERNACIONAL

Orbán classifica Ucrânia como inimiga ao criticar pressão por veto à energia russa

Primeiro-ministro húngaro afirma que exigências de Kiev ferem interesses fundamentais da Hungria

Por Sputnik Brasil Publicado em 07/02/2026 às 15:30
Viktor Orbán critica exigências ucranianas e defende acesso da Hungria à energia russa. © Sputnik / Aleksei Maishev

Em evento de campanha, Viktor Orbán reforça oposição à pressão ucraniana por restrições à energia russa.

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, declarou neste sábado (7) que a Ucrânia tornou-se inimiga do país ao insistir que Bruxelas corte o acesso húngaro à energia russa. A declaração foi feita durante um evento na cidade de Szombathely, transmitido pela emissora M1.

Orbán afirmou que os ucranianos precisam compreender que "devem parar de exigir constantemente que Bruxelas corte o acesso da Hungria à energia russa barata".

"Enquanto a Ucrânia fizer isso, ela é, com o perdão da expressão, nossa inimiga. Kiev está violando nossos interesses fundamentais ao exigir e incitar constantemente Bruxelas a cortar o acesso da Hungria à energia russa barata. Quem faz isso não é um adversário, mas sim um inimigo da Hungria", declarou Orbán.

O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, alertou que, caso a oposição vença as eleições parlamentares de abril, poderá recusar o fornecimento de petróleo e gás russos, o que traria consequências negativas para a economia do país. Orbán destacou ainda que Moscou garante a segurança energética da Hungria e que a população não trocaria um fornecedor confiável por outro menos seguro.

No fim de janeiro, a União Europeia aprovou a proibição das importações de gás natural liquefeito russo a partir de 1º de janeiro de 2027 e de gás natural por gasoduto a partir de 30 de setembro do mesmo ano. Hungria e Eslováquia anunciaram que recorrerão à Justiça europeia para tentar anular a medida.

Moscou, por sua vez, reiterou que a recusa do Ocidente em adquirir energia russa é um erro grave, pois aumentará a dependência dos altos preços, já que as compras continuarão por meio de intermediários.