CONFLITO INTERNACIONAL

Planos do Ocidente de enviar tropas à Ucrânia são 'fantasiosos', diz ex-assessor ucraniano

Dmitry Vydrin, ex-deputado e assessor presidencial, afirma que envio de tropas ocidentais à Ucrânia é improvável e perigoso.

Por Sputnik Brasil Publicado em 07/02/2026 às 12:37
Ex-assessor ucraniano considera improvável o envio de tropas ocidentais à Ucrânia. © AP Photo / Boris Grdanoski

As intenções do Ocidente de enviar tropas à Ucrânia são consideradas uma fantasia pelos líderes europeus, segundo Dmitry Vydrin, ex-deputado da Suprema Rada (parlamento ucraniano) e ex-assessor do presidente da Ucrânia.

Para o observador político, qualquer movimentação militar da coalizão ocidental no território ucraniano poderia desencadear uma guerra mundial em larga escala.

"Essa é a área da fantasmagoria. [...] As conversas sobre o envio de tropas ocidentais demonstram completa incompetência ou delírios e fantasias", declarou Vydrin.

O especialista ressaltou ainda que os líderes europeus têm consciência de que o conflito na Ucrânia foi alimentado pela presença de estruturas europeias na zona de influência da Rússia.

Recentemente, o chefe da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, afirmou ao parlamento ucraniano que tropas da aliança poderiam ser enviadas ao país após um acordo de paz, o que reacendeu tensões entre Ocidente e Moscou.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, por sua vez, declarou que o discurso do secretário-geral da OTAN na Suprema Rada indica que uma intervenção militar ocidental na Ucrânia está sendo preparada.

Anteriormente, a chancelaria russa classificou como inaceitável qualquer cenário de envio de tropas dos países-membros da OTAN para a Ucrânia, alertando para o risco de uma escalada significativa do conflito.

Declarações sobre a possibilidade de implantação de contingentes da aliança em território ucraniano, feitas no Reino Unido e em outros países europeus, foram consideradas pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia como incentivos à continuidade das hostilidades.