Focus: mediana do IPCA para 2026 recua para 3,97% e fica abaixo do teto da meta de inflação
Previsão para inflação em 2026 cai e mantém índice 0,53 ponto abaixo do limite superior da meta estabelecida pelo Banco Central.
A mediana das projeções do relatório Focus para o IPCA de 2026 recuou de 3,99% para 3,97%, posicionando-se 0,53 ponto percentual abaixo do teto da meta de 4,50%. Há um mês, a expectativa era de 4,05%. Considerando apenas as 63 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 3,90% para 3,96%.
Para o IPCA de 2027, a projeção permaneceu em 3,80% pela 14ª semana consecutiva. Entre as 56 estimativas mais recentes, houve alta de 3,66% para 3,80%.
O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da última mediana do Focus, que previa alta de 4,31%, e também da estimativa do Banco Central para o período, de 4,4%.
De acordo com o comunicado da reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central projeta que o IPCA fechará 2026 em 3,4% e espera que a inflação em 12 meses atinja 3,2% no horizonte relevante, atualmente situado no terceiro trimestre de 2027.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, baseada no IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Caso a inflação fique fora desse intervalo por seis meses consecutivos, o Banco Central é considerado como tendo perdido o alvo.
No Focus divulgado nesta segunda-feira, as projeções para o IPCA de 2028 e 2029 permaneceram em 3,50%, pela 14ª e 23ª semana consecutiva, respectivamente.
Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.