OPERAÇÃO POLICIAL

Piloto da Latam é preso em Congonhas suspeito de integrar rede de exploração sexual infantil

Ação da Polícia Civil prendeu piloto e mulher acusados de envolvimento em esquema de abuso e pornografia infantil; Latam colabora com as investigações.

Publicado em 09/02/2026 às 09:46
Piloto da Latam é preso em Congonhas suspeito de integrar rede de exploração sexual infantil Reprodução

Um piloto da companhia aérea Latam foi detido na manhã desta segunda-feira, 9, no Aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo, sob suspeita de participação em uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes.

De acordo com a Polícia Civil, o piloto, de 60 anos, estaria envolvido no esquema há pelo menos oito anos, participando de crimes de pornografia infantil e estupro de vulnerável. Ele é acusado de ter "comprado" três meninas de 10, 12 e 14 anos, netas de uma mulher de 55 anos, que também foi presa durante a operação. A reportagem segue tentando contato com a defesa dos suspeitos.

Em nota oficial, a Latam informou que o piloto foi preso durante os procedimentos de embarque do voo LA3900, com destino ao Rio de Janeiro. O voo seguiu normalmente, decolando e pousando no horário previsto. A empresa declarou ainda que abriu investigação interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Além das duas prisões, a polícia cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados. As ações ocorrem na capital paulista e em Guararema, na região metropolitana.

O inquérito policial teve início em outubro de 2025. Até o momento, três vítimas, com idades de 11, 12 e 15 anos, foram identificadas e submetidas a situações graves de abuso e exploração sexual.

Entre os crimes investigados estão estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo. As investigações apontam para grave violação à dignidade sexual das vítimas.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos integravam uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada. Novas prisões e a identificação de outras vítimas não estão descartadas.