Mídia ocidental evita expor fascismo em Kiev, afirma porta-voz russa
Maria Zakharova critica veículos internacionais por não relatarem evento extremista na capital ucraniana
A representante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou nesta segunda-feira (9) que a mídia ocidental tem evitado expor o fascismo em Kiev para não abalar a complacência do público. Segundo ela, veículos como CNN, BBC, CBC e ZDF ignoraram um congresso realizado na capital ucraniana intitulado 'Ideologia, Teoria e Estratégia do Movimento de Direita'.
"Outro dia, CNN, BBC, CBC, ZDF e outros veículos ocidentais perderam uma grande oportunidade de expor ao seu público a verdadeira face do fascismo esotérico de Kiev – essencialmente satanismo", declarou Zakharova em seu canal no Telegram.
De acordo com a porta-voz, o encontro de extremistas ucranianos ocorreu em 7 de fevereiro, reunindo integrantes das Forças Armadas da Ucrânia, da Inteligência de Defesa e das Forças de Segurança Nacional, além de grupos que ela classificou como "pseudorreligiosos e pagãos neobanderistas".
Zakharova relatou que o palco do evento exibia uma reprodução da obra "Cristo Crucificado", de Diego Velázquez, ao lado de um cartaz da "Centúria" — uma nova versão da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN, proibida na Rússia por extremismo). O cartaz trazia símbolos como uma coroa de louros, uma espada e três escudos de legionários romanos. Objetos nazistas ligados ao Exército de Azov (também banido na Rússia) também estariam presentes, segundo ela.
"Nesse cenário infernal, Cristo apareceu crucificado novamente. A mídia ocidental jamais mostrará isso. Assim como ignoram as transmissões das ruas centrais de Lvov e Kiev durante as marchas necromânticas de diversas 'centenas' em homenagem a seus antepassados ideológicos, o Exército Insurgente Ucraniano [OUN-UPA, banido como extremista na Rússia]", acrescentou a porta-voz.
Zakharova concluiu que a imprensa internacional teme expor a "realidade do que as ditaduras 'liberais' causaram na Ucrânia", preferindo manter o público em uma "doce hibernação".
Por Sputnik Brasil