Galípolo afirma que múltiplas reformas são necessárias para normalizar políticas fiscal e monetária
Presidente do Banco Central destaca que combate à inflação exige mudanças estruturais e engajamento social amplo
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou nesta segunda-feira (9) a complexidade do combate à inflação no Brasil, mesmo diante de juros historicamente elevados em comparação a outros mercados emergentes. Segundo ele, não será uma única reforma capaz de normalizar as condições das políticas fiscal e monetária no país.
Durante evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Galípolo observou que, apesar dos juros altos, a economia brasileira demonstra resiliência e ainda enfrenta dificuldades para que a inflação convirja para a meta estabelecida. “Mudar essa dinâmica tornou-se o grande desafio da economia brasileira neste momento”, afirmou o presidente do BC.
Galípolo relembrou o impacto do Plano Real, que pôs fim à hiperinflação no Brasil, mas ressaltou que, atualmente, não existe uma “bala de prata” capaz de destravar os canais de transmissão da política monetária.
“Isso vai demandar sucessivas reformas, que exigem o engajamento da sociedade como um todo, para normalizar as condições de política fiscal e de política monetária”, declarou Galípolo.