Polícia prende braço direito de Minotauro, acusado de liderar roubos em casas de luxo em SP
Rodrigo Matos da Silva, o Bode, é apontado como liderança de quadrilha responsável por ao menos 30 invasões em bairros nobres da capital
A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta segunda-feira (9) Rodrigo Matos da Silva, conhecido como Bode, apontado como braço direito de Minotauro, preso em setembro de 2023 e considerado chefe de uma quadrilha especializada em roubos a residências de alto padrão na capital paulista, em bairros como Cidade Jardim e Morumbi.
De acordo com o delegado Ronaldo Augusto Comar Marão Sayeg, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Rodrigo Matos é considerado um criminoso violento.
"Uma prisão como essa enfraquece o grupo criminoso, mas não o desarticula. A Divisão de Patrimônio e a 4ª Delegacia prosseguiram nas investigações para capturar um dos executores desses crimes, Rodrigo Matos da Silva, o Bode, que invadia as residências, ameaçava e torturava as vítimas, inclusive crianças e idosos", afirmou Sayeg.
Segundo o delegado, após a prisão de Diego Fernandes de Souza, o Minotauro, e de Rafael Henrique Alves de Sousa, o Rafinha, Bode assumiu uma das lideranças da quadrilha.
"Com as prisões do ano passado, ele se tornou uma espécie de liderança do grupo criminoso", destacou Sayeg.
Minotauro e Rafinha foram capturados em setembro do ano passado. Minotauro, considerado o chefe da quadrilha, já era investigado pelo Deic há pelo menos dois anos e foi localizado na comunidade de Paraisópolis, próxima ao Morumbi, na zona sul.
Na época, Minotauro estava foragido por crimes como roubo, formação de quadrilha, porte ilegal de armas e outros delitos. Seu nome aparece em pelo menos 14 inquéritos policiais abertos desde 2016.
Rafinha, também membro do grupo, foi detido pela Polícia Militar após uma tentativa de roubo a uma residência no Morumbi.
Quadrilha agia sempre com o mesmo método
Reportagem do Estadão, publicada em maio, detalhou o modus operandi da quadrilha de Minotauro. O grupo focava em casas de alto padrão próximas a obras ou imóveis desocupados, agindo durante a madrugada em bairros nobres.
Sem chamar atenção, criminosos fortemente armados invadiam as casas e rendiam as vítimas ainda dormindo. Joias, relógios de luxo e outros bens valiosos eram levados rapidamente.