Anbima corrige: fundos registram captação líquida de R$ 75,3 bilhões em janeiro
Indústria de fundos alcança segundo melhor resultado mensal desde 2021, com destaque para multimercados e renda fixa.
Correção: A versão anterior desta matéria trazia uma incorreção no título e no primeiro parágrafo. O valor correto da captação líquida dos fundos é de bilhões, e não de milhões. Segue a versão revisada:
A indústria de fundos registrou captação líquida de R$ 75,3 bilhões em janeiro, o segundo melhor desempenho mensal do setor desde 2021, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O principal destaque ficou com os fundos multimercados, que atingiram captação líquida de R$ 17,3 bilhões — o melhor resultado desde junho de 2021. O patrimônio líquido (PL) do setor chegou à marca de R$ 11 trilhões.
"Esse resultado mostra a resiliência da indústria de fundos mesmo diante das incertezas no cenário econômico, tanto doméstico quanto internacional", afirmou Pedro Rudge, diretor da Anbima, em nota. "Com a perspectiva de queda dos juros, os investidores começam a buscar diversificação nos fundos multimercados, que, pela sua flexibilidade, são capazes de capturar oportunidades em diferentes classes de ativos e contextos econômicos."
Os fundos de renda fixa também se destacaram em janeiro, liderando entre os resultados positivos do mês, com R$ 57,4 bilhões em captação líquida — o melhor desempenho em 18 meses, segundo a Anbima. Os produtos de duração baixa grau de investimento, que alocam ao menos 80% da carteira em títulos públicos de curto prazo, responderam por 84% desse volume, somando R$ 48,4 bilhões.
Também registraram captação líquida positiva os fundos de índice (ETFs), com entradas de R$ 3,4 bilhões; os fundos de previdência, com R$ 1,1 bilhão; e os fundos de investimento em participações (FIPs), com R$ 924,9 milhões.
Na contramão, os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) tiveram resgates líquidos de R$ 2,6 bilhões, com saídas concentradas em um veículo do setor financeiro, segundo a Anbima. Já os fundos de ações fecharam com saldo negativo de R$ 2,4 bilhões.
Entre os fundos de ações, os do tipo ações livre — que não precisam seguir estratégia específica — foram os que mais pressionaram o resultado da categoria, com resgates líquidos de R$ 1,3 bilhão em janeiro.
Rentabilidade
Na renda fixa, os fundos de duração livre crédito livre, que mantêm mais de 20% da carteira em títulos de médio e alto risco de crédito, destacaram-se com alta de 1,78% no mês, segundo a Anbima.
Entre os multimercados, os fundos long and short direcional, que operam posições compradas e vendidas em ativos e derivativos de renda variável, lideraram os ganhos, com rentabilidade de 2,30%.
Nos fundos de ações, as carteiras monoação — que investem em papéis de uma única empresa — apresentaram o melhor desempenho do mês, com rendimento de 16,19%.