SAÚDE PÚBLICA

Lula destaca parceria com a China para ampliar produção de vacinas

Presidente afirma que colaboração com o país asiático é estratégica para suprir demanda nacional e salvar vidas.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 09/02/2026 às 16:28
Lula defende parceria com a China para ampliar a produção nacional de vacinas durante evento no Butantan. © Foto / Palácio do Planalto / Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira (9), a parceria entre Brasil e China para ampliar a produção de vacinas, durante evento no Instituto Butantan, em São Paulo.

Segundo Lula, a cooperação entre Brasília e Pequim não representa demérito a outros países, mas sim um acordo vantajoso para o Brasil, que ainda necessita de apoio internacional para garantir doses suficientes para imunizar a população.

"Nós estamos escolhendo aquilo que é melhor para o nosso país. E se a China aceita fazer uma parceria conosco na produção de vacina e vai produzir a quantidade que, ainda, a gente não tem condição de produzir, por que não fazer um convênio com a China?"

Além de Lula, o evento de lançamento da vacinação contra a dengue contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Nesta primeira fase, serão imunizados profissionais de saúde da atenção primária em todo o país, conforme informações da Agência Brasil.

O imunizante foi desenvolvido integralmente com tecnologia nacional pelo Butantan, após mais de 15 anos de pesquisas financiadas pelo governo federal e pelo estado de São Paulo. Padilha ressaltou que a vacina foi criada para salvar vidas, sem objetivo de lucro.

"Cada vacina, cada medicamento, cada tecnologia, cada inovação que vem com a terapia celular vai tratar as pessoas no Brasil. E, cada vez mais, vai tratar no mundo, com um único interesse: salvar vidas e não só obter lucro a partir daquilo que produz."

O Ministério da Saúde já adquiriu 3,9 milhões de doses para imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é ampliar a vacinação para pessoas de 15 a 59 anos, começando pelos mais velhos, à medida que novas doses estiverem disponíveis.

Para acelerar a produção, o Brasil firmou uma parceria de transferência de tecnologia com a empresa chinesa WuXi Vaccines, o que pode multiplicar a capacidade produtiva em até 30 vezes.

"Nós temos a obrigação de não desanimar, de fazer campanha, de falar na escola, os professores falarem, os pastores e padres falarem [nas igrejas], os políticos falarem, até que a gente convença as pessoas de que tomar vacina significa evitar a possibilidade de que, em algum momento, a natureza [os vírus e bactérias] possa atrapalhar a vida de uma pessoa."