Boulos afirma ter convidado Hugo Motta para reunião sobre PEC do fim da escala 6x1
Encontro com Lula busca acelerar debate sobre mudanças na jornada de trabalho dos trabalhadores
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, declarou nesta segunda-feira (9) que convidou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para uma reunião agendada para a próxima quinta-feira (12). O encontro, que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), visa discutir os melhores caminhos para o trâmite da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1.
"Mandei mensagem agora há pouco para o presidente Hugo Motta, estou esperando. Acho que ele estava na reunião de líderes. (Estou) esperando o retorno dele para a gente confirmar se será mesmo na quinta. O presidente Lula já se dispôs", afirmou Boulos em coletiva de imprensa durante cerimônia de anúncios de investimentos em Mauá (SP). "O objetivo do presidente Lula é votar ainda este semestre."
Boulos relembrou que o tema já havia sido discutido anteriormente, durante um jantar realizado na semana passada na Granja do Torto. Participaram do encontro o próprio presidente Lula, Hugo Motta, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Na ocasião, foram debatidos os principais caminhos para avançar com a pauta.
De acordo com Boulos, o entendimento do governo federal é que a tramitação via projeto de lei, em regime de urgência, permitiria uma aprovação mais rápida da proposta. Segundo ele, não seria necessário alterar a Constituição, já que uma PEC exige um quórum maior e enfrenta mais dificuldades políticas, por demandar apoio mais amplo, inclusive da oposição. Já um projeto de lei, afirmou, poderia ser aprovado ainda neste semestre caso a base governista esteja consolidada, garantindo a promessa da gestão.
"É lógico, todo o processo tem negociação, mas nós não abrimos mão de um máximo de cinco por dois, da redução da jornada para 40 horas e também de não ter redução de salário", continuou o ministro. "Eu acho que a questão é a seguinte: é celeridade. Se vai ser uma PEC, um projeto de lei, se vai ser um projeto que está em andamento na Câmara, um projeto do governo, o que nós queremos é que seja o caminho mais rápido."