CÂMARA DOS DEPUTADOS

'Sobre votar escala 6x1 este ano: minha aposta é de que sim', diz Motta

Presidente da Câmara sinaliza compromisso em votar proposta de redução da jornada de trabalho ainda em 2024

Publicado em 09/02/2026 às 19:31
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira, 9, que acredita na possibilidade de votação ainda este ano da proposta que reduz a jornada de trabalho para o modelo 6x1. A declaração foi dada em resposta a perguntas da imprensa sobre a viabilidade de apreciação da matéria no plenário em 2024.

"A minha aposta é que sim", disse Motta. "No Brasil, tudo fica sempre para depois do Carnaval. Este ano, nós demonstramos esse comprometimento, justamente para dizer à população que a Câmara quer trabalhar neste semestre para aprovar o maior número de propostas possíveis, de interesse da população brasileira", destacou o presidente da Câmara.

O parlamentar também defendeu o debate sobre o tema: "Pessimistas, lá atrás, na época da escravidão, ficaram contra o fim da escravidão. Depois, ficaram contra a criação da carteira de trabalho. E o que nós vimos foi que, quando se teve coragem de enfrentar essas pautas, o Brasil ganhou. Ganhou em prosperidade", afirmou Motta.

Motta revelou ainda que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, solicitou uma reunião sobre o tema para esta semana com o presidente da Câmara, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

Segundo Motta, a definição do relator da proposta dependerá da eleição do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, prevista para ocorrer em breve.

Mais cedo, Motta anexou a PEC apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) a outra proposta, protocolada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A proposta do petista está mais avançada, mas estava parada na CCJ.