Salário mínimo e isenção do IR devem injetar R$ 110 bi na economia em 2026, diz Marinho
Ministro do Trabalho destaca impacto da valorização do salário mínimo e da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta terça-feira (10) que a política de valorização do salário mínimo, aliada à isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, deve injetar cerca de R$ 110 bilhões na economia em 2026. A declaração foi feita durante evento em comemoração aos 90 anos do salário mínimo, realizado em Brasília.
"Se pegarmos o impacto da isenção do Imposto de Renda na economia neste ano e quanto que o salário mínimo injeta na economia no ano... é da ordem de R$ 110 bilhões que será injetada na economia este ano. Mas o salário mínimo é mais de R$ 80 bilhões dos R$ 110 bilhões. Então, veja a importância disso", ressaltou Marinho.
O ministro também cobrou que a sociedade civil continue pressionando os políticos por novos avanços trabalhistas, seja para trabalhadores de aplicativos, seja para a redução da jornada de trabalho. Segundo ele, o valor do salário mínimo ainda pode ser aprimorado, mas, sem a política do atual governo, estaria próximo de R$ 800.
"Nós devemos estar satisfeitos com o valor atual? A resposta é não. Nós desejamos e queremos mais", frisou.
Marinho ainda destacou as resistências enfrentadas quando se discute a distribuição de renda e a redução da jornada de trabalho: "Quando fala em distribuir renda, há uma reação grande de muita gente poderosa dizendo que isso vai destruir a economia brasileira, que vai gerar desemprego, que vamos perder competitividade. A mesma coisa se fala quando vai discutir a redução da jornada de trabalho ou o fim do 6 por 1. Parece que o mundo vai acabar. Mas foi assim também quando Getúlio criou o salário mínimo."