Panamá em cima do muro: entre EUA e China?
Governo panamenho tenta equilibrar relações com Washington e Pequim em meio a pressões e tensões diplomáticas.
O governo do Panamá adota uma postura cautelosa na política externa, buscando equilibrar as relações com os Estados Unidos e a China, duas potências que disputam influência estratégica na região do canal do Panamá.
Em 2025, sob pressão diplomática de Washington, o país anunciou sua saída da iniciativa chinesa Cinturão e Rota, movimento que repercutiu entre as superpotências. Mais recentemente, a derrubada de um monumento dedicado à comunidade chinesa e à amizade sino-panamenha por autoridades locais provocou protestos diplomáticos de Pequim, gerando desconforto nas relações bilaterais. Como resposta, o governo panamenho comunicou que irá reconstruir o monumento, em uma tentativa de amenizar as tensões.
Quais fatores motivaram a decisão da Cidade do Panamá de deixar a iniciativa chinesa e como essa escolha foi percebida por EUA e China? Qual o impacto diplomático da demolição do monumento e por que o governo decidiu reconstruí-lo? Para debater o tema, Melina Saad e Marcelo Castilho recebem Thales Carvalho, professor de relações internacionais da UERJ, e a jornalista panamenha Betty Herrera. O programa está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.