Morre Pretinha, cadela companheira de Orelha, vítima de doença parasitária
Após ser resgatada e adotada, Pretinha não resistiu à dirofilariose, doença grave transmitida por mosquitos
A cadela Pretinha, conhecida por ser companheira do cão Orelha, morreu nesta segunda-feira (9), em Florianópolis. A cachorrinha estava sob tratamento veterinário desde janeiro, mas faleceu em decorrência de falência renal agravada por complicações da dirofilariose, doença parasitária grave.
Pretinha era uma cachorrinha comunitária, assim como Orelha, e vivia nas proximidades da Praia Brava, na capital catarinense. Após a morte de Orelha, que comoveu o país ao ser vítima de violência, Pretinha foi resgatada por moradores locais e adotada pelo empresário paulista Bruno Ducatti, passando então a receber cuidados e tratamento veterinário.
Em nota oficial publicada nas redes sociais, Ducatti relatou que apenas após o resgate foi possível identificar o estado de saúde debilitado de Pretinha. Segundo o tutor, a cadelinha passou por internação intensiva, diversos exames, medicação e acompanhamento contínuo, mas não resistiu à doença.
A dirofilariose, conhecida como "verme do coração", é causada pelo parasita Dirofilaria immitis, que atinge o sistema circulatório de cães, gatos, furões e outros animais. A doença, de evolução progressiva, é transmitida por mosquitos de diferentes espécies, incluindo o Aedes aegypti e mosquitos do gênero Culex (pernilongos comuns).
Bruno Ducatti prestou homenagem aos dois animais e lamentou a perda de Pretinha. "Pretinha e Orelha deixaram uma marca que ultrapassa a Praia Brava. Suas histórias mostram o que funciona quando há cuidado comunitário e o que falha quando o poder público e a sociedade se omitem", afirmou.
"Não escondo minha profunda frustração e tristeza por não ter conseguido salvá-la. Mesmo em viagem internacional, investi toda minha energia, recursos e envolvimento emocional nessa tentativa. Resta-me a certeza de que Pretinha não agonizou sozinha na rua", escreveu Ducatti, reforçando o apelo pelo combate ao abandono animal.
Moradores da Praia Brava, ouvidos pelo jornal local ND Mais, relataram que Pretinha e Orelha eram inseparáveis, e que o cão macho sempre protegia a companheira. Pretinha já apresentava sinais de dor antes mesmo de iniciar o tratamento.