BALANÇO FINANCEIRO

Klabin tem lucro líquido de R$ 168 milhões no 4º trimestre, queda de 69% em relação a 2024

Receita líquida recua 2% no trimestre, impactada por paradas de manutenção; no consolidado do ano, empresa registra alta de 4% na receita.

Publicado em 11/02/2026 às 09:08
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Klabin registrou lucro líquido de R$ 168 milhões no quarto trimestre de 2025, uma retração de 69% em comparação ao mesmo período de 2024.

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,832 bilhão nos últimos três meses do ano, mantendo-se praticamente estável em relação ao quarto trimestre do ano anterior.

A receita líquida atingiu R$ 5,165 bilhões no trimestre, queda de 2% na comparação anual. Segundo a Klabin, o resultado foi impactado principalmente pelas paradas de manutenção programadas nas unidades de Ortigueira e Correia Pinto.

A companhia destacou que essas paradas foram realizadas integralmente dentro do cronograma e do orçamento previstos, com a produção retomada conforme planejado e as unidades voltando a operar em plena capacidade.

Resultado consolidado

No consolidado de 2025, a Klabin apresentou lucro líquido de R$ 1,678 bilhão, uma redução de 18% em relação ao ano anterior.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 7,848 bilhões no ano, alta de 7% sobre 2024. Já a receita líquida somou R$ 20,698 bilhões ao longo de 2025, crescimento de 4% frente ao exercício anterior.

A companhia ressaltou que 2025 exigiu resiliência e adaptação das empresas globalmente, e que respondeu ao cenário com "disciplina, eficiência e protagonismo".

"Em um contexto de oscilações econômicas globais, barreiras tarifárias e mudanças nas cadeias produtivas, o modelo de negócios da Klabin demonstrou força ao preservar competitividade e avançar em frentes essenciais do seu ciclo de colheita", afirmou a administração.

Entre os destaques do período, a Klabin mencionou a consolidação de investimentos recentes, como o avanço das máquinas de papel MP27 e MP28, o desenvolvimento do Projeto Figueira (Piracicaba II) e a integração dos ativos florestais do Projeto Caetê, que fortaleceram a eficiência operacional e ampliaram a capacidade de resposta ao mercado.

Em 2025, o volume de vendas alcançou 4,008 milhões de toneladas, alta de 4% em relação ao ano anterior.